Coisas que cada menina deve saber sobre seu corpo

Quando se trata de coisas importantes que você deve saber sobre sexo, há um mito que uma mulher não poderia estar esperando se ela faz amor durante seu próprio período. No entanto, a verdade é que ela ainda pode engravidar a qualquer momento do mês, se não utilizam métodos contraceptivos. E aqui está a minha top lista das 25 coisas que toda mulher precisa ter, saber, não somente para sobreviver, mas para prosperar na vida! # Uma paixão Lembre-se que o mundo é sua sala de reuniões e perseguir seus sonhos é um pré-requisito! Siga seu coração em tudo que você faz e ele vai levar você para as coisas que você ama! Ela (a relação) só deve existir quando o jovem tem consciência que conhece o seu corpo e sabe muito bem o que está fazendo. Explico.Conhecer o corpo significa saber a função de cada órgão que nele existe. Se muitos adolescentes mal conhecem o funcionamento do próprio corpo, o que dizer então do corpo da outra pessoa. Ficou assim: uma mistura das coisas que eu queria ter sabido aos 15 anos e das que mudaram a minha vida e/ou me fizeram alguém melhor. Edit: Descubra também as 20 coisas que toda garota de 20 anos precisa saber. As 15 coisas que toda garota de 15 anos precisa saber. 1. Fazer 18 anos não muda nada. 9. A vida está feita de momentos altos e baixos e você só tem que saber identificá-los para desfrutar, superar ou aprender com cada um deles; 10. Jamais aceite menos do que você quer! 17 coisas que você SONHA em falar para o seu amor e não fala. Mas deveria! A pré-adolescência é o período entre a infância e a adolescência, abrangendo dos oito aos 12 anos de idade. Ela dá início à puberdade, resultando em mudanças na higiene, no estilo de vida, na autoestima e na confiança. Cuide bem de seu corpo durante tal fase para seguir preparada para a puberdade e se adaptar às mudanças que virão. O corpo de um adolescente é influenciado por seu crescimento e, portanto, pode iniciar e interromper o ciclo menstrual durante o crescimento. Hormônios Flutuantes . A duração em dias e a quantidade de sangue da menstruação de uma menina são influenciados pela quantidade de hormônios que seu corpo está produzindo atualmente. 10 coisas que cada menina deve saber sobre Caras. Todo mundo sabe que as mulheres são de Vênus e os homens são de Marte, e assim como eles dizem que as mulheres são semelhantes aos enigmas chineses insolúveis que eles nunca vão entender, dizemos a mesma coisa sobre eles. E tem o direito de não gostar de alguma cor também. Assim como roupas. Assim como seu comportamento. Não é porque você não gosta das “coisas de menina”, ou prefere as tais “coisas de meninos” como brincadeiras, roupas, o jeito que dizem que se deve ser, que tem alguma coisa errada com você. 5 Coisas que Toda Mulher Deve Saber Sobre os Homens Escrito por Danielle C Bauer Homens e mulheres. ... ela ataca o cara exigindo explicações para cada texto que ele não responde. ... academia, cursos e etc. Ele pode fazer e deve fazer parte do seu mundo, mas nunca ser o centro do seu universo, porque o centro do seu universo é você mesma ...

Najiyu Ep 4 - Bem vindos! A resistência...

2020.09.10 15:57 henrylore Najiyu Ep 4 - Bem vindos! A resistência...

Ne: hm?
a-ah! oi, eu-eu não sabia que você tava acordado....
*coloca o violão pro lado
eu te acordei..?
H: não, eu na verdade acordei por acaso, a luz da lua tá muito forte e tals... o que você tá fazendo
Ne: lendas dizem que se chama relaxar
é uma das coisas mais preciosas que os deuses já inventaram para nós, seres vivos hauheheuee
H: hehe... ta tocando violão?
Ne: eu? n-não você deve ter ouvido coisas e tal...
(๑•﹏•)
H: *sobe a escada por completo e vai em direção a ela
o que é isso aí então?
Ne: tá.. eu tava tocando violão...
H: *senta do lado dela
você que fez?
Ne: na verdade não, eu ganhei em uma vila muito fofa, onde tava tendo festival da música... tiveram diversas confraternizações... e me deram esse aqui
H: conte mais
Ne: tinha um garotinho se apresentando, ele era muito legal
e então ele resolveu tentar arrecadar dinheiro com isso, as músicas dele eram muito fofas
e eu não consegui, e dei um dinheirinho pra ele...
daí ele me deu esse violão
H: e ele perdeu o violão então?
Ne: que nada, ele tem uma coleção deles, assim como outras pessoas tem diversos instrumentos lá
...ou tinham
H: tinham?
Ne: a vila foi fechada devido a invasões, se refugiaram aí pra um lugar que eu não sei
H: se refugiaram?
Ne: alguém chamado may e tals
apareceu lá e ajudou eles
H: isso foi fofo da parte dela.... ou dele
né?
Ne: foi sim mas eu queria agradecer aquele garotinho pelo violão... foi muito fofo da parte dele sendo que eu nem sabia tocar isso naquela época
H: mas foi do nada assim?
Ne: eu ia lá todo dia e ele tava lá, e eu sempre dava uma quantia específica pra ele, até que ele me disse que queria retribuir
eu fiquei mal pq ele disse que tava meio sem rumo graças a umas pessoas aí
talvez a gente se encontre de novo, eu não sei
dês de que tudo aconteceu não tem mais sentido ficar vagando por aí
H: o que?
Ne: meh, nao to afim de ficar falando bobagem pra você sentir pena de mim
eu quero que você me veja como a fodona
H: ta mais pra a fofona não?
Ne: *dá um peteleco na cabeça do Henry
H: você lembra do nome do menino?
Ne: hmmmm, não
H: •-•
a bom
Ne: esperava que eu fosse lembrar? hahahahah
você é engraçado
H: eu sou eu ué
Ne: hehehe
*olha pro bolso do Henry e vê um pedaço da foto
ei *puxa foto do bolso
onde conseguiu isso?
H: ah- eu- tava olhando ali e achei e quando- eu achei- eu peguei-
pq eu ouvi o violão e não consegui pensar...
Ne: tudo bem, mas não roube coisas dos outros, não é legal.
H: ...
quem é ela?
Ne: quem é quem
H: ela *puxa foto e aponta pra menina raposa do lado da nevaska
Ne: ...
*fica encarando a foto
a resistência... funciona em grupos e nós duas tínhamos um grupo a gente era líder dele
só que o nosso grupo era declarado um dos mais poderosos de toda a resistência, então as missões mais difíceis eram entregues a nós, então grande parte do grupo morreu depois de um tempo
H: ai...
Ne: mas nós duas éramos tudo, a gente lutava junta a gente era premiada junta
eu amava ela demais
até que....
H: que...?
Ne: a gente descobriu atividades com o selo que tá prendendo as entidades malignas que afrontaram Naji a 14 anos atrás
e então a gente foi abrir
*começa a chorar um pouquinho
e ela foi levada por algo que até hoje eu não sei o que é
H: ...
poxa...
Ne: a sua cor me lembra muito ela
e o seu jeito é o mesmo dela...
eu achei isso curioso
*olha pro Henry com um sorriso e lágrimas nos olhos
H: ...
Ne: é por isso que eu ainda vago talvez pra encontrar ela
mas sozinha...
H: *bota a mão no ombro dela
você não tá sozinha
a gente tá aqui por você né?
;)
Ne: ... :(
:
:)
brigada heri
H: nao é nada heehe
Nevaska, toca uma música aí
Ne: ei *coloca a foto do lado
pode me chamar de neva
*pega o violão
{detalhe: ela tá sem as luvas}
começa a tocar: *beabadobee - coffee
L: *ouve isso
*olha pro lado
hmph o cara foi cortar...
*volta a dormir
**no dia seguinte
Ne: MINUTOS! SAO MINUTOS QUE PERDEMOS MAS QUE NAO PODEMOS PERDER ENTAO VAMOS!
bom dia gente como vcs tão
H: a
bodia
L: Olá.
eu estou bem.
Ne: levantem, eu vou tá esperando lá fora, a gente vai pra um lugar especial
L: iiih, aí. ferrou...
H: Vish
**um tempo depois
**eles caminhando
Ne: então, a gente tem que ir pra um lugar chamado Nira, e lá a gente vai encontrar o qye a gente quer
L: Nira nao é uma vila em Naji?
Ne: sim
H: e lá vai ter?
Ne: uma mini base secreta de você sabe quem, lá a gente pode ter mais informações sobre oq fazer
**chegando lá eles conseguem até ouvir aquela melodia medieval de violinos legais
H: woooow
é uma baita duma vila
Ne: éé meu amigo, as vilas que vieram do reino não são moleza não eles são beeem burgueses, sabe?
H: hmmmm
Ne: *entra num bar
H: boa tarde famiiilia
Ne: *chega no barman e fala
eai, eu vou querer aquela bebida lá, schnitzel, sabe?
L: schnitzel nao é uma comida?
H: shhhh
Barman: ah sim claro, mas eu acho que você vai ter que me ajudar a procurar..
Ne: meninos, venham comigo
Ne, H e L: *entram no lugar lá do Batman
H: caraaaaca quanta bebida
Barman: Nevaska, quanto tempo!
quem são esses?
Ne: são integrantes novos da ordem
pode deixar a gente entrar
BM: sempre né
*puxa uma bebida que na verdade era uma alavanca e abre uma porta
tenham um bom dia
H: valeu
L: boa noite
BM: olha estranho pro Lusk
...
mas tá de dia né?
**eles descem e passam por uma porta aberta que sai de dentro de uma parede e que dá em uma vila meio vale escondida no meio de várias rochas
L: woooooow isso sim é delicioso
H: caraaaaca
Ne: *barulho de canudo
H: ?? Neva onde q vc conseguiu isso aí
Ne: *bebendo suquinho naqueles copos com canudo
ah, eu roubei do barman
tô mó com sede
??¹: EAI NEVASKA!!! QUANTO TEMPO
*da um tapão no ombro dela
QUE BOM QUR VOCE VOLTOU
Ne: aaaaa oiiiiii
H: quem é esse cara lusk
L: eu nao sei
??¹: *quase esmagando a Nevaska de abraço
AAAA
Ne: ah, gente!
*solta do abraço
esse aqui é o Arthur(não é o Art), ele é um dos membros da equipe de vigilância da resistência
a gente é amigo dês de que ele chegou aqui
Ar: Olá. *faz um paz e amor
L: bonito bonito, como vai a sua mãe?
Ar: ah ela vai bem cara, encontrei com ela ontem e tals
*olha pro Henry quieto
E VOCE VOCE É UMA RAPOSA???
H: hmmm... sim?
Ar: CARAAAACA QUE INCRIVEL
NEM SEMPRE TEMOS RAPOSAS AQUI SABIA?
VOCE CHEGAR AQUI É TAK LEGAL
*abraça o Henry
H: *sente o calor do corpo do cara como se ele tivesse ha 6 horas no sol
Ne: *bota mão no braço do arthur

Ar: *solta abraço
hm?
Ne: sabe onde tá o shi?
Ar: lá dentro, xingando todo mundo como de costume
Ne: meeeh que bosta hein
fica bem Arthur, a gente tá indo
*bebe mais um pouquinho do suco
Ar: falow falow, até logo
H: cara simpatico
Ne: ele é, as pessoas daqui normalmente são legais
L: normalmente?
Ne: tem gente aqui que age como se tivesse morrido ontem, e infelizmente é quem a gente tem que encontrar
??²: OOOOO NEVASKA!!!
*da um soquinho na cabeça dela
Ne: Winry?
Wi: muito tempo né?
Ne: eu não venho aqui faz um tempo...
gente, essa é a Winry, ela é da equipe de exploração e ela controla a água
ela é super rápida e super incrível
*bebe mais um pouco do suco
Wi: *dá um tapão nas costas da nevaska
AH QHE ISSO
Ne: *cospe o suco todo
o shi ta dentro do quartel?
Wi: sim.
{percebe-se que elas falam MT sério qnd se trata desse cara ai}
H: ....
**eles sobem numa escadinha que da pra uma árvore e lá eles encontram um escritório cheio de armas e uma cadeira virada
Ne: shibaru?
**vem uma faca voando
Ne: *segura
de novo?
Sh: *vira a cadeira
não vem a três anos, o que você quer agora?
Ne: temos novos membros, pode registrar eles?
Sh: nem se os porcos voarem
Ne: que? como assim não
Sh: você não pode voltar depois de tanto tempo com duas pessoas aleatórias querendo enfiar ela na nossa associação
Ne: como assim, quando eu tava aqui não era assim
Sh: porque você era líder talvez?
Ne: e quando eu saio você muda tudo?
Sh: olha só, respeito e calma são a chave para o universo
então trate de aderir *levanta
{Shibaru tem o cabelo azul escuro usa uma jaqueta preta com uma blusa branca e uma calça jeans e ele é BEM ALTO MESMO deve ter uns 1,80}
Sh: *vai em direção da nevaska
pra sua sorte nos temos missões para vocês e se conseguirem resolver
talvez eu reabra o seu grupinho
Ne: que missão então
Sh: suspeito e tenho quase certeza de que o pessoal do templo da areia tá envolvido com a morte de alguns dragões por la, talvez eles estejam usando algo pra matar eles tendo em vista que um dragão não ia morrer pro elemento areia ou parecido
Ne: °-°
você acha que é um?
Sh: anel...
H: anel?
L: anel?
Ne: ...
Sh: não falou pra eles, Nevaska?
hmmm bem
anéis que carregam ambars com poderes dos antigos guardiões de cada elemento
os guardiões eram aqueles que ensinavam os elementos pros guerreiros qud passaram de geração em geração
Ne: mas aí a ambição subiu a cabeça e mataram os guardiões pra roubarem a sabedoria e o poder
Sh: exato.
recuperar esse poder e talvez restaurar os guardiões seria um dos objetivos da resistência
então, estamos aí pra tudo
Ne: ultimamente esses casos de dragões mortos têm acontecido pra cacete e a gente não sabe o porquê
Sh: poder.
Ne: hm?
Sh: poder.
H: poder?
L: ~FODER?~
Sh: poder é algo que muitas pessoas querem hoje em dia
já que tudo leva a isso
H: como assim
Ne: é oq eu já te disse, o reino manda na gente com poder, e pra revidar a gente precisa de mais poder
então todo mundo aqui procura poder
Sh: menos nos, a gente procura justiça
H: ....
Sh: mas é, se vocês fizerem a missão e recuperarem o anel eu dou o distintivo
Ne: vem com a gente?
Sh: nao, EU tenho coisa mais úteis pra fazer.
eu vou ao palácio do mar
Ne: fazer o que lá
Sh: essa missão em específico vocês não precisam saber.
H: °°
L: ue...
Ne: 😪 complicado
Sh: se me dão licença *abre a porta e sai
H: ... e agora?
Ne: *procurando umas coisas
é, não tá aqui
vamos pro ferreiro
*abre a porta e sai
H e L: ferreiro?
**chegando lá
Ne: *abre a porta que toca um sininho
??³: *olha pra trás {é um cara de cabelo e barba preta, super gigante com uma roupa de couro e uma calça}
OOOOO NEVASKA
Ne: eai ferreiro
??³: Oooo quanto tempo
H: ola... ferreiro né?
Sa: meu nome é Sakiro mas pode me chamar de saki
H: saki... legal
L: SAMUEL?
Sa: nao, saki.
Ne: a gente pode entrar aí e escolher algumas armas?
no caso eles né
a gente vai numa missão agora e-
Sa: OOOOO MAS POR QUE NAO PEDIU ANTES?
entra aí
H: woooooow
L: quanta coisa
Ne: escolham qualquer uma
H: *vê uma espada 3 vezes maior q ele
essa não
*vê uma adaga
essa também não
**enquanto ele tá mexendo cai uma espada na cabeça dele
AI u-ue
*olha pra espada e vê o reflexo do próprio rosto nela e no cabo de ouro
{pensa numa espada de pirata, é isso aí}
H: BELEZA EU VOU PEGAR ESSA AQHI
L: *pensando
Ne: eai, não vai escolher não?
L: EU TO PENSANDO Ô TIA
*vê uma espada que chega perto de ser uma ninjato mas não é (é tipo a espada do kazuma)
eu acho que... não. espada é coisa de político.
tem um arco não?
Ne: tem esse aqui *pega um arco bolado horizontal digno de um legolas
L: OOOO ISSO É MELHOR QUE A LEGISLAÇÃO DA INDONÉSIA
Ne: então tá decidido! aqui, ferreiro, são essas
Sa: *pega as espada do Henry e remenda ela e tal
*troca a corda do arco
prontinho, tá aqui suas armas
H: OOO GG
L: MULEEEQUE
Ne: hehehe agora vamos!
**saem da loja
Ne: antes da gente ir, tem algo que eu tenho que mostrar a vocês...
*vai em frente a uma parede
*tira uma das luvas e lambe o próprio dedo
*põe o dedo na parede e a parede começa a abrir
**se revela um grande estádio dentro de uma caverna
H: OOOOO
L: OOoo
Ne: a gente tem que treinar, vocês são meio toscos ainda
SEJAM BEM VINDOS!!! A Teikō
a arena de treinamento da resistência!
H: !!!
L: woooooow
Ne: vocês nunca lutaram de verdade né
**se posicionam a Nevaska de um lado e o Henry e o lusk de outro
Ne: AGORA EU VOU TREINAR VOCÊS DE VERDADE CARAMBA
*a voz dela ecoa
H: AI SIM
L: finalmente serei treinado..
Ne: PRIMEIRO, HENRY
H: oi
Ne: toma cuidado com a sua cauda, raposas são extremamente sensíveis aí, e isso é a nossa fraqueza
ENTÃO NAO DEIXA ACERTAREM AÍ
L: é, realmente, acertar lá atrás seria desinteressante.
Ne: E LUSK VOCE LUTA MUITO BEM
MAS PROCURA FOCAR NO SEU ELEMENTO
L: BELEZA
H: então o que faremos?
Ne: a gente vai descobrir o seu elemento
H: MEU?
Ne: E EU VOU ACABAR COM A RAÇA DE VOCÊS QUERO NEM SABER
*estende as duas mãos e forma a lança de gelo de novo
*começa a girar ela
*para de girar e bate com ela no chão criando um pouco de gelo em volta de si mesmo
*cria um casulo de gelo em volta de si mesma
PRIMEIRA COISA, VCS VAO TER Q ME ACERTAR AQUI
H: ...
L: ...moleza
*faz uma bola de ar
ESFERA DO REDEMOINHO
*joga bola no casulo de gelo que bate mas não causa efeito
H: puts queridão acho q sua bala de ar comprimido não deu muito certo
L: CALA A BOCA TA LEGAL? EU TENTEI PELO MENOS
H: *corre pra cima do casulo e acerta com a espada
*tenta fincar ela
Ne: *faz espinhos de gelo em volta do casulo e joga o Henry pra longe
H: hmmmm *olha o casulo se quebrando quando ela faz isso
°°
LUSK
o casulo fica fraco quando ataca
L: hmmmm...
H: se liga
*finca espada no chão
*sai correndo pra dar um soco no casulo
Ne: *faz os espinhos de novo
H: *troca de lugar com a espada que acerta e racha o casulo
L: gg mas agora você perdeu sua espada né mané
H: VOCE TEM UM FUCKING ARCO ACERTA AQUILO ALI
L: acertar é comigo mesmo
*mira certinho e lança a flecha mas ele erra
H: CACETE VOCE QUER UM OCULOS
to vendo que não vai dar certo fazer isso
faz outro redemoinho de não sei o que lá aí
L: se chama... ESFERA DO REDEMOINHO
*joga a esfera na rachadura que estoura o casulo e da uma grande ventania
Ne: hmmmm beleza
H: hm?
L: •~•
Ne: nada mal, foi mais rápido do que eu pensava...
mas vocês não tão num talk show então não é bom ficar conversando alto
*estende a mão e prende os pés do lusk com gelo
H: *vai pra cima da nevaska e ataca com a espada
Ne: *defende com a lança e chuta o Henry pra longe
*coloca a mão do lado da boca e cria uma bola de neve
BOLA DE NEVE
*lança no Henry
H: *desvia da bola de neve q bate na parede ali
eu nunca pensei que lutar seria tão maneiro
Ne: *olha diretamente pro Henry
hehe..
agora se prepara pro
L: AAAA SUA MALDITA
*atira uma flecha nela
Ne: *cria uma parede de gelo que para a flecha
L: oh
Ne: *vai pra cima do lusk que já tá solto
sabe qual a desvantagem de ter uma arma de longo alcance?
É QUE VOCE NAO ATACA DE PERTO
*acerta uma lançada na cara dele que joga ele pra longe
L: maldita cabeçuda
*junta as mãos
TORNADO BOLADO
H: é cada nome
L: *joga a Nevaska longe
Ne: Henry, tem uma coisa que eu quero te ensinar
*faz uma bola de neve
H: o que?
Ne: REBATE ISSO AQUI
*joga no Henry
H: O QUE
*leva uma bolada muito forte de neve no estômago e cai no chão
ai
Ne: peguei pesado?
H: *levanta VICE NEM ME FALA COMO QUE REFLETE COMO É QUE EU VOU SABER
L: O SEU COLCHONETE
Ne: aiaiai
HENRY
H: oi
Ne: direciona a sua mana pra espada
*estende a lança e faz o mesmo
*fecha os olhos
assim que você faz isso, a mana é como um espelho que reflete mínimas partículas de luz fazendo você ver a sua própria cara
é mais ou menos isso
mas concentrando com velocidade
você reflete o ataque e ele se torna seu
pensa num espelho
*olha pra lança e o reflexo dela mesma na ponta feita de gelo
H: como um espelho?
Ne: *lança outra bola de neve nele
H: espelho...
*consegue sentir a mana fluindo na lâmina
*e então quando chega o ataque ele sente a velocidade e vai com tudo direcionando o ataque de volta como se fosse ele concentrando a mana na espada
REFLEXO DE LUZ
Ne: *desvia
**bola de neve explode atrás dela
é isso, uma habilidade exclusiva das raposas
H: wooooah
L: E EU?
Ne: ei lusk, foca mais em um só ataque, depois você pensa nos outros
eu gostei muito dessa sua bolinha
H: a bola de gude arejada?
L: É ESFERA DO REDEMOINHO SEU HERBÍVORO
mas então...
*faz a esfera na mão
DEPENDENDO ELA FICA MUITO MAIS FORTE
*concsntra todas as energias nela e faz uma super bola maciça na mão
pesado
*lança ela bem rápido na direção da nevaska
Ne: *DESVIA MUITO POR POUCO
QUALÉ MANÉ TA TENTANDO ME MATAR
L: nao era esse o objetivo
Ne: CLARO QUE NÃO
a enfim, eu acho que tá tudo bem por agora
*bate a lança no chão e quebra ela
VAMOS NESSA PESSOAL
**chegam na porta de um caminho de árvores
{la tem um monte de cavalo preso, e olhando tem vários mapas e plaquinhas mostrando onde tão as vilas}
Ar: *segura ombro da nevaska
nevaska, você acha que vai ficar tudo bem com eles?
Ne: sim, eu confio neles
você não?
Ar: eu nunca disse nada
[obs: quando o Art aparecer a sigla dele ou vai ser AT ou ART mesmo]
Ne: eu tenho que ir
*puxa um cavalo
H: um cavalo só?
L: ele aguenta?
Ne: eu e henry valemos por 0,5 pessoa e o lusk por 0,8
L: como você calculou isso?
Ne: eu não calculei
L: porra.
**sobe Nevaska na frente, Henry no meio, e lusk atrás
(o cavalo nem sequer se mexe, parece a coisa mais fácil do mundo levar esses 3)
Ne: viu?
L: meu deus quantos quilos vocês tem?
Ne: vamos!
*faz um movimento lá e o cavalo começa a andar pra longe
Ar: *olhando
Wi: *encosta no Arthur
Arthur eu encontrei algo estranho...
Ar: o que houve
Wi: no quarto do shibaru... ele deixou umas anotações...
*mostra pro Arthur
Ar: *lê
*vê desenhos de um cristal da água e um guardião
guardioes de agua?
Wi: *vira página pra ele
Ar: ... *lê
Hoje eu ------(folha arrancada)
e me inflitrar na ordem ---------
roubar um certo alguém
Ar: você acha que?
Wi: sim.
Ar: vamos investigar isso
*saem correndo em direção a casa principal
...
No próximo episódio
NAJIYU EP 5
Escrituras de uma antiga pirâmide de espelhos...
🖤
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2020.06.08 04:48 altovaliriano Shae (parte 2)

Uma prostituta aprende a ver o homem, não seu traje, caso contrário acaba morta numa viela.
(ACOK, Tyrion X)
A relação entre Tyrion e Shae começa com um tom promissor. Tyrion fica satisfeito por ter arranjado uma mulher esperta, indolente e com poucos escrúpulos. Shae arranjou um cliente abastado, zeloso e lúcido. A única coisa que vai se transformando durante A Fúria dos Reis é justamente a lucidez de Tyrion.
Agora estou livre de Tysha, pensou. Ela me assombrou durante metade da minha vida, mas já não preciso dela, não mais do que preciso de Alayaya, Dancy ou Marei, ou das centenas de mulheres iguais a elas com que fui me deitando ao longo dos anos. Agora tenho Shae. Shae.
(ACOK, Tyrion VII)
É uma situação que chegará a tal ponto de absurdo em A Tormenta de Espadas que até o próprio Varys se permite a um desabafo:
[…] Confesso que não compreendo o que há nela para fazer com que um homem inteligente como você aja tão tolamente.
(ASOS, Tyrion VII)
Eu acho que consigo responder a Varys o que há em Shae para que Tyrion haja como um bobo. Shae é a muleta na qual Tyrion se apoia durante sua ascensão á posição de maior importância que alcançou em sua vida. Tyrion ignora todos os defeitos de Shae porque ela se torna um amuleto de seu momento. Ele quer preservar Shae na mesma medida em que busca preservar o prestígio recém-adquirido.
Quando Tyrion conhece Shae à beira do Ramo Verde, o anão era apenas o mais desprezível dos Lannisters. Aquele que o próprio Tywin não se importava em enviar à morte como bucha de canhão. Porém, o aprisionamento de Jaime e a impotência de Cersei em controlar Joffrey elevam Tyrion ao terceiro lugar da Casa (Kevan era o segundo, tão importante que Tywin não pode enviá-lo a Porto Real).
Como já aleguei antes,tenho impressão de que a trajetória de Tyrion lembra aquela frase atribuída a Abraham Lincoln: "Quase todos os homens podem suportar adversidades, mas se quiser testar o caráter de um homem, lhe dê poder". A Guerra dos Cinco Reis dá e tira poder de Tyrion, mas ele sempre pode contar com o afeto artificial de Shae.
É real, tudo isso, pensou, as guerras, as intrigas, o grande jogo sangrento, e eu no centro de tudo… eu, o anão, o monstro, aquele de quem zombavam e riam. Mas agora tenho tudo, o poder, a cidade, a moça. Foi para isso que fui feito e, que os deuses me perdoem, adoro tudo…
(ACOK, Tyrion VII)
Porém, o isolamento de Tyrion no poder faz com ele confunda os serviços incondicionais da prostituta com lealdade incondicional. Tyrion desenvolve sentimentos para com Shae, mas não amor, e sim dependência.
Idiota, disse depois a si mesmo, enquanto descansavam no meio do colchão afundado, entre lençóis amarrotados. Nunca aprenderá, anão? Ela é uma prostituta, maldito seja, é o seu dinheiro que ama, não o seu pau. Lembra de Tysha?
(ACOK, Tyrion I)
Tyrion pensa em Shae como uma prostituta e faz para ela os planos que homens fazem para suas concubinas. Ele não ousa sequer sonhar em casar com ela, mas, claro, sabemos que ele pensa assim exatamente porque sabe o que Tywin faria com ela se soubesse. O que Tyrion não conta ao leitor (e nem poderia) é que é justamente porque o pai o proíbe que ele passa a projetar Tysha (seu outro amor proibido) sobre Shae.
Em outras palavras, ele não ama Shae, ele ama a sombra que Tywin jogou sobre ela e, em razão de seu isolamento no poder, Tyrion fica cada vez mais dependente desta relação. Especialmente porque, desta vez, ele não quer que as coisas terminem como terminaram da última vez.
[...] gostaria de ser sua senhora, senhor. Vestiria todas as coisas bonitas que me deu, cetim, samito e pano de ouro, e usaria suas joias, pegaria na sua mão e sentaria ao seu lado nos banquetes. Poderia dar-lhe filhos, sei que poderia… e juro que nunca o envergonharia.
Meu amor por você já me envergonha o suficiente.
(ACOK, Tyrion X)
Shae, contudo, não corresponde nenhum destes sentimentos. Até porque Shae tem pouca capacidade para empatia (uma das coisas que a série de TV difere dos livros). Talvez seja porque a prostituição a fez assim. Ou talvez ela simplesmente é assim.
De fato, quando fala sobre seu trabalho como aia de Lollys Stokeworth após ela sofrer estupro coletivo durante a revolta do pão, Shae desmerece o trauma de Lollys e só mostra nojo com a sujeira de Lollys com a comida:
Está dormindo. Dormir é tudo o que quer fazer, a grande vaca. Dorme e come. Às vezes adormece enquanto está comendo. A comida cai para dentro de sua manta e ela rola em cima, e tenho de limpá-la – fez uma cara enojada. – Tudo o que fizeram foi fodê-la.
(ACOK, Tyrion XII)
Essa resposta é particularmente interessante, pois, em um capítulo anterior, Shae havia assim reagido quando o anão lhe contou sobre a punição de Tysha:
Os olhos de Shae tinham-se aberto muito, mas Tyrion não conseguiu ler o que havia por trás.
(ACOK, Tyrion X)
Apesar de sua esperteza, Shae demonstra repetidas vezes ter uma visão míope sobre como o mundo de Tyrion funciona. Quando Tyrion afirma que não poderia casar com ela por causa de sua família, Shae aparece com uma solução brilhante: mate sua família.
– Então mate-a e resolva o assunto. Não é como se houvesse algum amor entre vocês.
Tyrion suspirou.
– Ela é minha irmã. O homem que mata seu próprio sangue é para sempre maldito aos olhos dos deuses e dos homens. Além disso, [...] meu pai e meu irmão gostam dela. […] Contra Jaime ou meu pai, não tenho mais do que umas costas tortas e um par de pernas atrofiadas.
– Tem a mim – Shae o beijou, deslizando os braços em volta de seu pescoço enquanto pressionava o corpo contra o dele.
(ACOK, Tyrion X)
Em outro momento, quando Varys estava propondo o enigma do mercenário, Shae deixa escapar em um ato falho que o homem rico era o mais poderoso:
– Numa sala estão sentados três grandes homens, um rei, um sacerdote e um homem rico com o seu ouro. Entre eles está um mercenário, [...]: Quem sobrevive e quem morre? […]
Shae franziu seu lindo rosto.
– O rico sobrevive, não é?
(ACOK, Tyrion I)
Quando Shae fica sabendo que Tyrion habitaria a Torre da Mão na Fortaleza Vermelha, ela faz de tudo para manipulá-lo a levá-la também. Mesmo quando Tyrion aluga uma mansão para ela, Shae parece insatisfeita o suficiente para certas máscaras começarem a cair:
Tinha instalado Shae numa vasta mansão [...]. Queria passar mais tempo com ele, tinha dito; queria servi-lo e ajudá-lo. “Ajuda-me mais aqui, entre os lençóis”, disse-lhe uma noite depois do amor [...]. Ela não tinha respondido, exceto com os olhos. Foi aí que viu que aquilo não era o que ela queria ter ouvido.
(ACOK, Tyrion I)
Quando Shae vislumbra que o plano de Tyrion para trazê-la para o castelo era deixá-la nas cozinhas como lavadora de pratos, Shae chega a pedir para ficar na mansão (“não podia apenas me dar mais guardas?”). Tyrion a agride quando ela desdenha do poder de Tywin, ele lhe conta sobre Tysha e ela finalmente concorda.
Neste diálogo vimos Shae fazer alegações sobre seu próprio passado como forma de ameaça velada de deixar Tyrion, com clara intenção de manipulá-lo. Contudo, quando Tyrion a confronta com a versão anterior do relato, ela simplesmente mente para consertar a contradição:
Meu pai fez de mim a ajudante de cozinha dele – ela disse, com a boca se contorcendo. – Foi por isso que fugi.
Tinha me dito que fugiu porque seu pai fez de você a prostituta dele – lembrou-lhe Tyrion.
Isso também.
(ACOK, Tyrion X)
Como Tyrion logo depois conta a Shae que decidiu lhe dar o cargo de aia de Lollys, eu acredito que a garota deve ter sentido que havia conseguido persuadir Tyrion com sua insistência, ignorante de que a alternativa havia sido apresentada e arranjada por Varys.
Eu, inclusive, suspeito que foi neste momento que Shae passou a constar da folha de pagamento do eunuco, que fez isso justamente para evitar que ela entrasse na folha de Petyr Baelish. Permitam-me explicar.
Tyrion havia enganado Varys, Pycelle e Mindinho sobre seus planos com Myrcella (ACOK, Tyrion IV), mas Petyr havia ficado realmente irritado por ter sido dobrado pro Tyrion (ACOK, Tyrion V). Tyrion já está usando o túnel da mão pra visitar Shae há um bom tempo (ACOK, Tyrion III), mas certo dia Tyrion chega ouvir “o som de música pairando sobre os telhados” quando sai dos estábulos (ACOK, Tyrion VII), indicando que talvez Symon Lingua-de-Prata já estivesse espiando as redondezas.
Pois bem, Petyr deixara Porto Real para Ponteamarga algum tempo antes de Myrcela partir (ACOK, Tyrion VIII), um álibi clássico de Petyr antes de dar o sinal verde para seus planos. Após a revolta do pão, Symon já está na mansão com Shae algo que Tyrion não saberia caso não tivesse abandonado a cautela e saído a galope por Porto Real, “correndo para o seu amor” (ACOK, Tyrion X).
Mas a fala de Shae sobre Symon parece indicar que Symon é um visitante habitual desde um pouco depois de que Tyrion e Mindinho tiveram sua desavença:
– Não vai lhe fazer mal, não é? – Shae acendeu uma vela perfumada e ajoelhou-se para tirar suas botas. – Suas canções alegram-me nas noites em que você não vem.
(ACOK, Tyrion X)
Portanto, eu acredito que Symon é um agente de Mindinho que está espionando Shae a fim de descobrir pontos fracos na Mão. Alguns leitores acreditam que a própria Shae seria uma espiã de Petyr, a partir do fato de que ela estava bem informada demais sobre as atrações do casamento de Joffrey - especialmente a justa de bobos (ASOS, Tyrion II). Entretanto, estes leitores deixam passar que foi Symon quem trouxe essas informações à Shae.
Não por outra razão, no mesmo capítulo que Symon e Tyrion se encontram pela primeira vez, Varys encontra a solução perfeita para trazer Shae para a corte. Varys combina perfeitamente as necessidades ostentadoras de Shae, os desejos de Tyrion e a necessidade de tirar urgentemente a menina da linha de fogo dos agentes de Petyr.
– É melhor aia de uma senhora do que ajudante de cozinha –Shae dissera quando Tyrion lhe contou o plano do eunuco. – Posso levar o cinto de flores de prata e o colar de ouro com diamantes negros que disse que se pareciam com meus olhos? Não os usarei, se disser que não devo.
(ACOK, Tyrion XI)
Por outro lado, Lollys é a patroa ideal para neutralizar a ganância de Shae. O esquema de Varys requeria que ele contasse à mãe de Lollys (Senhora Tanda) que a aia atual de sua filha estava roubando jóias (ACOK, Tyrion X). Não sabemos se esta história é verdade ou Varys iria armar para cima da atual serva. O que importa perceber é que, uma vez que a história vazasse, Tanda provavelmente endureceria a vigilância sobre a nova criada, deixando pouco espaço para Shae causar problema roubado coisas na corte.
Como se vê, a natureza de Shae está muito aparente para aqueles ao redor de Tyrion, exceto para o próprio Tyrion. Por mais que exercite com frequência a lembrança de que ela é uma prostituta atrás de dinheiro e conforto, e de saber que a relação entre eles não passará daquele estágio de amor proibido, ele parece incapaz de fantasiar com seu afeto.
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2020.04.10 08:37 Pomiwl Ninguém Precisa Saber Capítulo 2

II. MUITA COISA MUDOU
A luz da lua banhava, junto das milhares de estrelas que a acompanhavam numa imensidão negra, a copa das árvores da Floresta de Mouneet. Deslizando morro abaixo, por entre árvores e arbustos, uma vasta clareira expandia-se ao centro do local. Diana observava o céu — aquele grande poço de tinta escura, manchado apenas por pintas pontilhadas, com o tom de branco tão puro quanto as asas de um anjo. Algumas nuvens cinzentas voavam acima de sua cabeça, acompanhadas de corujas e corvos que encontravam seu caminho de volta para casa. Era a hora dos predadores atacarem. E, mesmo assim, parecia mais bela do que nunca. A garota tornou a folhear a caderneta que segurava em suas mãos. Apoiava suas costas em uma das pedras que espalhavam-se pela clareira, com tamanhos que variavam com constância. Não era confortável, afinal; mas era o que a natureza a disponibilizara no momento. Estava lá, sozinha, sem rumo, sem caminho. Sem qualquer guia, apenas as estrelas que indicavam o caminho ao distante norte. Ajeitou seus olhos com o dedo indicador, os deslizando por seu nariz até que estivesse na posição adequada, cobrindo suas sobrancelhas ruivas como o seu cabelo, vermelho como ferrugem ou como a chama ardente da pequena lareira que crepitava a sua frente. Esticou as pernas por debaixo do cobertor que carregara de sua barraca até o local, para que ficasse mais próxima de sua única fonte de luz e para que pudesse ler suas anotações antigas. Reluzindo a capa de couro negra, as indicações “este diário pertence a Diana Evolwood”, em auto-relevo. Ela inclinava sua cabeça levemente para frente para que pudesse ler o título de cada dia que passara em sua vida, onde registrara tudo que havia acontecido. Às vezes, gostava de relembrar o tempo quando ainda tinha alguma companhia além de Khan, seu fiel gato, que no momento descansava dentro da barraca. Passava os olhos sobre o título de cada dia do diário. “O dia em que fomos acampar”, “o dia em que fomos ao parque de diversões” eram algumas das diversas memórias que vinham a sua cabeça, vívidas como se houvessem acontecido no dia anterior, apesar dos diversos meses que haviam passado desde que tudo aconteceu. Continuava folheando até que deparou-se com uma página em branco, apenas com um largo título no topo da página amarelada. “O dia em que tudo acabou” diziam as letras marcadas por uma tinta preta que manchou levemente o papel. Rapidamente, tornou-se insegura, como se tivesse sido emergida em pura tensão e horror repentinas, seguidos de alguns soluços breves. Por algum motivo, mesmo relembrando todos os dias daquela vazia página, não esperava a encontrar folheando aleatoriamente a caderneta em busca de algumas memórias agradáveis que a fizesse se sentir um pouco mais segura. O coração da jovem acelerou, e ainda mais lembranças vieram à tona. Dessa vez, não era aquele mesmo bom sentimento de nostalgia ou conforto. Era dor. Dor, angústia e desespero. Seus olhos arregalaram-se e, por mais que tentasse lutar contra aqueles pensamentos, não pôde evitar que algumas lágrimas se acumulassem por detrás de seus óculos. Diana encolheu-se, deixando a caderneta cair no chão, levantando uma poeira momentânea e provocando um curto ruído — o suficiente para despertar Khan, que levantou sua cabeça dentro da barraca. Ao menos, era o que sua silhueta através do tecido da tenda mostrava. Lembrou-se do conselho que recebera há algum tempo. “Deve lutar contra seus traumas, mesmo que pensar neles já seja doloroso.” Inspirando um pouco de ar pelo nariz e fungando, recolheu as lágrimas e ergueu novamente seu corpo contra a pedra. Este era o motivo pelo qual estava lá. Não poderia deixar que tudo fosse em vão. Olhou para o céu novamente, que não havia mudado nem por um instante. Qual era o propósito daquilo tudo? Uma garota de sua idade deveria estar na escola, como qualquer outra adolescente. A escuridão costumava a assustar, mas, após conviver com ela por tanto tempo, passou a se sentir segura emergida em um poço sem fundo, onde nada podia ver além de um abismo de incerteza. Este era seu futuro. “Um abismo de incerteza”. Recuperando seu fôlego, pegou seu diário e limpou sua capa de couro com a outra mão. Agora, era sua mão que estava coberta de poeira. Deixando apenas uma única lágrima cair sobre a folha, leu em voz alta um anexo preso à página — uma passagem de jornal, que exibia a imagem de um garoto que se parecia muito com a própria Diana. — “O desaparecimento de Max Evolwood”. Sua voz estava ainda mais rouca do que antes, e suas pálpebras quase caíram sobre os olhos do peso de várias noites mal dormidas que carregavam. Fitou a clareira onde se encontrava. Assegurou-se de que estavam completamente sozinhos. Catou o primeiro graveto que viu a sua frente e jogou sobre o fogo, fazendo com que resquícios de brasas passadas voassem ao alto por um instante e, em pouco tempo, irrompeu-se em chamas, bem como as demais lenhas. Ajoelhou-se na terra, guiando seu corpo pelos seus braços, que encontraram o zíper que fechava a entrada da barraca. Abriu-o, deixando a claridade da lareira invadir o local, que estava bem mais quente do que o lado de fora. Khan estava lá, encolhido, mas ela mal prestou atenção em seu amigo. Carregando seu cobertor que arrastava-se completamente pelo chão, acumulando certa quantidade de poeira e sujeira — fato com o qual ela não parecia se importar — em sua ponta. Levava a caderneta abaixo de seu braço, coberto por inteiro por uma blusa de manga comprida com um delicado tom de escarlate, roupa que já usava há dias desde que havia deixado Lyrion. O teto da barraca era baixo, fazendo com que ela não pudesse se estabelecer de forma tão confortável mas, definitivamente, era bem melhor do que dormir lá fora. O tecido da tenda era esverdeado, camuflando-se entre as cores da floresta. Quando deitava no chão, podia sentir a grama e as pedras espetando seu corpo, logo abaixo daquela fajuta camada de pano. Mas, mesmo assim, o sono da garota era tanto que ela simplesmente repousou a cabeça sobre um amontoado de roupas velhas — que improvisaram como sendo um travesseiro — e fechou seus olhos, mergulhando em um sono profundo.
As luzes da sirene policial brilhavam sobre a parede branca da sua sala, irrompendo pela larga janela de sua casa com força. Diana havia acabado de acordar — o poderoso som provocado pela viatura parecia não ter perturbado somente à ela, mas a todo o bairro, que se reuniu na frente de sua cara para saber o que houve. Mas, a primeira coisa que notou quando abriu seus olhos foi a cama de Max, seu irmão, estava completamente vazia — os lençóis bagunçados, bem como os travesseiros brancos. A partir daí, já tinha um mal pressentimento sobre o que veria a seguir. Seguiu com os pés descalços até o corredor, provocando um irritante ruído quando abriu a porta. Ainda não estava completamente dispersa, esfregando os olhos com o punho fechado e bocejando. Passou por duas portas — o banheiro e o quarto de seus pais. Caminhou em direção à sala. À medida que se aproximava, começou a escutar algumas palavras soltas, interrompidas por soluços vindos de outra pessoa — sua mãe. — Nós daremos o máximo para encontrarmos Max, mas não garantimos nada — comentou um homem desconhecido, vestido com trajes policiais. Se deparou com dois homens que nunca havia visto na vida sentados nas poltronas da sala de estar, enquanto seus pais estavam sentados no divã. Rachel cobria seu rosto, com os cotovelos apoiados sobre as coxas, deixando escorrer lágrimas por seu antebraço. Ed a consolava, passando a mão por seu pescoço, mas também aparentava estar extremamente preocupado. — Acho melhor darmos um tempo para vocês conversarem. Continuaremos com as perguntas depois — finalizou, suspirando ao perceber a presença de Diana que, apesar de não saber exatamente o que acontecia, tinha suas suspeitas. Rachel levantou o rosto. Seu rosto estava inchado e vermelho, com lágrimas queimando em sua face. Estava claramente fraca, os olhos profundos de uma noite mal dormida. Parecia estar prestes a desmaiar a qualquer instante. Diana nunca havia visto sua mãe desta forma. Ela ainda utilizava seu pijama, molhado por pequenos pontos mais escuros que destacavam-se sobre sua blusa branca. Estava trêmula. Ed parecia tentar disfarçar seu choro, piscando frequentemente para livrar-se de suas lágrimas. Diana nunca entendeu, já que a sua vida inteira foi ensinada que você sempre deve demonstrar seus sentimentos, e que guardar tudo para você te faz mal. De uma forma ou de outra, também estava claro o quão preocupado estava. — Ah, minha filha... Mal conseguiu completar sua frase. O piso da sala, gelado, cobria o corpo da garota como um balde de água fria derramado sobre seus cabelos castanhos. Em pouco tempo, já soube o que havia acontecido. Sentiu como se seu coração parasse e saltasse pela sua boca, talvez em busca de um lugar distante onde não precisasse encarar o que estava por vir. E aquelas mesmas palavras ressoaram à sua cabeça, como um eco distante vindo do fundo dos seus pensamentos, claras como um trauma que carregava, e obscuras como o medo e a desconfiança que sentiu naquele mesmo instante, quando viu a boca de sua mãe repetir lentamente, tremendo os lábios: — Max está desaparecido. Em seguida, desabou-se sobre os braços do marido, que a reconfortou. Rachel, depois de gritar sem êxito por ter sua voz abafada por suas próprias mãos, levantou seu rosto contra a garota novamente. Porém, não era tristeza que expressava. Era raiva. Suas sobrancelhas franzidas e seus dentes cerravam denunciavam suas emoções. — Como pôde deixar que isso acontecesse, Diana? Max era seu irmão. Como não pôde o proteger? — disse ela, a ponto de berrar a qualquer instante. Seu rosto estava vermelho como um tomate. — Diana, como é imprestável. Seu próprio irmão... como pôde deixar que isso acontecesse? Você é a culpada aqui. Você falhou. — completou seu pai, que também a encarava subitamente, com os olhos sedentos. — M-Mas, eu... — ela estava confusa. O que estava acontecendo? Como poderia ser sua culpa? Sua mente carregou-se com um turbilhão de emoções em instantes. Ela havia... falhado? — Sem “mas”, garotinha. Você já tem idade o suficiente para ter consciência sobre seus atos. Você foi inútil. Não conseguiu fazer nada para salvá-lo. Max confiava em você, e agora? Está provavelmente morto. Você sabe que está errada, não ouse negar sua culpa. — se intrometeu o policial, tendo uma estranha energia, como se ele já a conhecesse. Levou a mão direita ao olho direito. Uma lágrima escorria pela sua face. Elevou sua mão esquerda ao olho esquerdo. Uma gota de sangue escarlate vazava de sua bochecha. Era como se uma entidade mexesse com a cabeça de todos ao mesmo tempo. Levantaram-se e foram-se em sua direção, esbanjando a mesma cara séria e de olhos arregalados, como num filme de terror. Se aproximavam lentamente, repetindo críticas ao comportamento de Diana em um tom aterrorizante, como se fossem a atacar. A cada passo que davam em sua direção, a encurralando contra a parede, o ritmo de seu coração também aumentava. Seus olhos demoravam a abrir novamente quando piscava. Não havia caminho. De repente, sentiu algo como um arranhão em sua face, seguido por um forte miado em seu ouvido. Piscou, mas não acordara dentro da sala de sua casa. Ainda estava dentro da barraca, e Khan cutucava seu rosto para que acordasse. Ela resmungou algo sobre ainda estar dormindo, mas ainda assim levantou-se.
Muita coisa havia mudado desde que saíram de Lyrion após a declaração da situação de extremo risco que sofria. Os feixes da luz do sol atravessavam o tecido da barraca. Sentiu o calor irradiar seu rosto em instantes. Seus olhos arderam com a brusca diferença de luminosidade. Catou sua caderneta antes de sair e começou a rabiscar o papel, formando alguns garranchos que, se apertasse bem os olhos, seriam legíveis. Sentiu o cheiro da tinta fresca da caneta quando começou a escrever. “Olá. Faz um tempo desde que não nos falamos, não é? Eu sei que eu meio que te abandonei, mas é que as coisas estiveram me ocupando bastante desde que a gente veio pra cá. Vou tentar te atualizar de tudo que rolou desde então. Depois daquela tarde em que nós colocamos o rádio para funcionar pela primeira vez, nós começamos a arrumar umas malas (aparentemente, não coloquei roupas o suficiente, já que to usando a mesma roupa há alguns dias). No dia seguinte, nós fomos em uma loja no centro da cidade que costumava vender equipamentos para acampar. Espero que me perdoe, mãe, mas nós meio que levamos algumas coisas sem pagar. Era uma situação de vida ou morte, tá legal? Um azar que eu não peguei uma daquelas barracas super chiques com espaço para oito pessoas. A essa altura, a que pegamos já tá toda rasgada. Triste. Nós decidimos vir para a Floresta de Mouneet, onde a gente costumava vir para passar alguns finais de semana. Era legal. Estamos estabelecidos nessa clareira há alguns dias. O alimento ainda tá meio longe de acabar, mas nós já estamos providenciando mais. Lembro de algumas frutinhas comestíveis que nós provávamos quando vínhamos acampar. Bons momentos.” A partir daí, sua caneta começou a falhar. Pegou a caderneta e a arremessou de volta para dentro da barraca. Estava mal-humorada. Calçou suas botas jogadas ao canto. Seu couro estava quase mofado e seu interior estava úmido — mas era melhor do que nada. Estava partindo em direção a um lago próximo da clareira, onde poderiam fazer sua higiene pessoal. Não negava que era uma situação completamente diferente de qualquer outra que já esteve. Era garota criada em apartamento, vida perfeita, família feliz. Mas estava disposta a fazer qualquer coisa se seu irmão dependesse de si. E era nessa situação em se encontrava. Então, enquanto não encontrasse seu irmão... Continuaria escovando seus dentes com a água do lago. Khan a seguiu, adentrando o mato. Suas patas estavam cobertas por uma mistura de lama com folhas secas. Era nojento. Cada vez mais, se aproximavam da grande concentração de água. O ar que respiravam era diferente do da cidade — era puro, leve, como se fosse libertador. Além das árvores, já podia ver o grande espelho d’água refletindo a margem do lago. Um milagre da natureza, de beleza indescritível. Uma família de patos cambaleavam até a borda, preparando-se para molharem suas penas. A mãe ia na frente, enquanto os sete pequenininhos oscilavam seus passos em uma fila. Era de longe a coisa mais bonita que já havia presenciado. Estampava essa emoção com sua boca aberta, mas ainda mostrando os dentes, sorrindo. Porém, algo lhe chamou a atenção. Algo se mexia por detrás dos arbustos, da onde saíam guinchos e choros. O barulho a causou comoção, que procurou saber da onde vinha. — Khan! Tá ouvindo isso? — ela deu um breve silêncio para que pudesse ouvir melhor. O som do vento chacoalhando os galhos das árvores a trouxe paz. O choro se repetiu. — Vamos! O gato pulou em meio ao amontoado de plantas e raízes, abrindo um rombo entre as folhas com suas garras. Diana impressionou-se com sua capacidade. Em meio às folhas caídas, surgiu o oitavo patinho perdido, que continuou a chorar. Algumas gotas de chuva começaram a cair contra o chão, levantando a lama que repousava, endurecida, sob seus pés. Seu coração se amoleceu ao ver que tinha sua pata presa à uma das raízes da planta, que parecia o machucar com força a cada movimento que fazia. Ele a encarava como se implorasse por socorro, mas ainda assustado com a presença dos dois. As gotas de água começaram a se tornar cada vez mais frequentes. — Ah, coitadinho... — ela acariciou sua cabeça com o dedo indicador, sentindo as penas amarelas como a gema do ovo em suas mãos. Seu bico achatado e rosado abria uma hora ou outra para continuar guinchando de dor. — calma, calma. Khan, você não pode cortar a raiz com sua garra. Vai acabar machucando ele. Vem, fica aqui bem atrás de mim. Eu tenho algo melhor para ajudá-lo. Do seu bolso de trás, catou a caneta que esquecera de jogar de volta à barraca quando começou a falhar. Com cuidado, a encravou entre a raiz e a patinha do animal, e começou a puxá-la para trás, lentamente rompendo as fibras. Finalmente, a raiz se partiu no meio, lançando uma seiva amarelada para toda a parte e quebrando o acrílico da caneta. Agora sim precisaria de uma nova. Sua camisa estava completamente ensopada e pesada, enquanto os pelos de Khan estavam caídos com a água. Ela catou o filhote em seus braços, o confortando e envolvendo seu machucado com uma parte de sua blusa para estancar um pequeno sangramento que se surgiu. Tomando cuidado com seus passos, o carregou até perto da sua mãe, que parecia mesmo procurar por algo enquanto os filhotes de refrescavam na água. Ela grasnou e chorou, até que Diana adentrou a clareira que cercava o lago, com Khan colado à sua perna. Um forte vento acompanhou as gotas de chuva, que começaram a atingi-los quase que na horizontal. Pelo amontoado de árvores e arbustos, pode ver além da clareira sua barraca, que chacoalhava fortemente. O pequeno pato alegrou-se em ver sua mãe. Com seu pequeno conhecimento sobre a lógica animal, não se aproximou da mãe, pois poderia a encarar como uma ameaça; apenas o deixou ao chão e, derrapando por não conseguir utilizar uma de suas pernas, voltou para sua família. — Sabe, Khan... — ela finalmente desviou o olhar do grupo de animais, que continuavam a se banhar no lago, felizes — acho que eu gosto de ajudar as pessoas. Nesse pequeno tempo... eu não pensei em Max, ou em meus pais em momento algum. Eu costumava só me preocupar com isso. Eu até sonhei com eles. Mas, eu não me sinto preocupada, ao mesmo tempo que eu acho que deveria estar, e... O companheiro olhava diretamente em seus olhos. Ele, geralmente, não gostava de estar sujo, mas não parecia se incomodar nem um pouco naquele momento. — Acho que é isso. — O olhar de Khan demonstrava sua confusão, mas ao mesmo tempo uma leve curiosidade. — É isso que eu quero fazer. Ajudar as pessoas. Ele abriu um longo sorriso e ronronou. — Mas... é hora de voltar à realidade. Olhando em volta, ela podia ver um pedaço danificado da barraca, carregado e destruída pela chuva. Ela se aproximou e segurou o grande pedaço de lona rasgada e suja de lama, presa a um grande tronco de árvore, cortado pela metade. O tecido era azul, e se desfazia quando Diana esfregava seus dedos entre o pano. Agarrado a ele, sua caderneta, completamente ensopada e suja. Pelo menos, isso conseguiu ser salvo. — Acho que teremos de achar outro lugar para dormir... Ela continuava examinando os pedaços arrancados da barraca, enquanto o pequeno gato olhava à sua volta. Tentou livrar-se com sua pata de algumas folhas que grudaram-se ao seu corpo com a aderência da lama já seca, que permanecia endurecendo seu pelo, cinza como as nuvens que pairavam o céu, e que ainda descarregavam uma massiva quantidade de água. Caminhou ao redor, desviando de pequenas plantas que nasciam por entre a terra, constantemente recebendo umidade daquele clima extremamente chuvoso. Subiu em uma grande pedra, que se alongava até as proximidades do lago. Já em sua ponta dura e afiada, Khan avistou, do outro lado do grande espelho d’água, uma pequena casa de madeira, iluminada pelo sol que ainda escalava dificilmente o céu, erguendo seu brilho em direção ao meio-dia. Parecia um lugar caloroso na percepção limitada do gato. Diana, acompanhando o amigo com o olhar, enxergou também a casa, onde poderiam pedir abrigo. Ela se sentou. Suas pernas ainda estavam cansadas e em constante dor. Seu coração permanecia acelerado. A menina observou o chão, onde algumas flores pareciam sofrer as reações do fim do outono e a chegada do inverno. Era uma rosa — um pouco desbotada, mas era como um símbolo de resistência. Ela arrancou a flor da terra, tomando cuidado para não se furar com os espinhos — ela deslizou para fora da lama lubrificada sem insistência. Ergueu suas pétalas. Seu rosto ficou lívido quando percebeu um pequeno detalhe, que a fez largar a rosa no chão — ela rapidamente se desfez em poeira. O caule estava cinzento. — Khan... — ela se afastou o mais rápido que pôde da flor que, no momento que tocou o chão, fez com que a pouca grama à sua volta também se tornasse cinzenta e podre. O forte cheiro de estrume também incomodou o olfato de Diana. — precisamos ir... rápido! O felino saltou do topo da grande pedra até o chão, caindo de pé. Parecia confuso, mas não hesitava em seguir sua fiel companheira. Deixou todos os seus pertences para trás, conseguindo levar consigo apenas sua caderneta, em que registrava cada dia que passava. Suas pegadas foram deixadas pela última vez naquela lama, que nunca mais seria tocada por uma alma viva. Estava trêmula, assustada. Em um segundo, todos os seus sentimentos de preocupação e ansiedade voltaram ao seu corpo, um por um. A assassina havia os alcançado.
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2019.10.13 05:00 altovaliriano [PERSONAGENS] Arianne Martell

Em O Festim dos Corvos, Arianne Martell é desde logo apresentada como uma jogadora que está disposta a assumir grandes riscos. No segundo capítulo de núcleo dornês da saga, já vimos o evidente contraste entre a cautela de seu pai e seu comportamento arrojado.
Porém, os planos de Arianne se mostram fúteis diante da capilarização do poder de Doran. O Príncipe mostra ser um jogador experiente: ele chega antes, com mais homens, faz bom uso do elemento surpresa e não deixa muito para o acaso (apesar de que o que deixou ao acaso quase custou a vida de Myrcella, como ele admite). Doran sabe como quebrar Arianne, enquanto adversária. Mas nunca soube como compreendê-la como filha, tampouco lhe dar utilidade como aliada. E este desconcerto quase leva Dorne a uma guerra simultaneamente interna e externa.
Contando com os capítulos liberados de Ventos do Inverno, Arianne só aparece em 7 capítulos, dos quais é POV em apenas 4. Muito pouco para se esperar que haja material para traçar paralelos com personalidade históricas do mundo real. Contudo, há elementos para comparar sua jornada a fábulas de nosso mundo e a personalidades da história do mundo dela.
Para tanto, vamos examinar sua condição humana, seu despertar para a maturidade e seu futuro.
ARIANNE, O ANIMAL HUMANO
Pouco realmente se sabe sobre a infância de Arianne. A lembrança mais antiga da filha de Doran e Mellario remete ao tempo em que era uma criança rechonchuda e de peito liso e rezava aos deuses para ser bela quando crescesse (TWOW, Arianne I). Essa memória revela o quão significativo para Arianne era a beleza, algo que mais tarde viria a se tornar sua ferramenta mais amplamente explorada.
Fora isso, sabemos apenas detalhes vagos, como que ela tinha uma boa relação com Doran ("A garotinha que costumava correr para mim quando esfolava o joelho") e passou muitos anos da infância nos Jardins de Água. Contudo, uma vez que o relacionamento de seus pais deve ao menos ter tido um início auspicioso, Arianne provavelmente foi a única filha a presenciar os bons anos de relacionamento entre Doran e Mellario.
Não sabemos ao cero quando os problemas começaram, mas sabemos que eles atingiram um pico quando Quentyn foi usado como moeda de troca com os Yronwood pelos problemas que Oberyn havia causado. Também não sabemos quando isso aconteceu, mas, uma vez que Quentyn nasceu em 281 e sua partida se deu quando ele era "muito jovem", não deve ter ocorrido quando Arianne tinha mais de 10 anos de idade (ou seja, no máximo, 286 dC) e, segundo ela, isso foi determinante para que nunca fosse próxima do irmão.
Quando Arianne tinha 11 anos (287 dC), seu irmão Trystane nasceu. A diferença de idade é a justificativa que Arianne usa para justificar sua falta de intimidade com Trystane. Porém, deve ser lembrado que algum tempo depois, novamente a relação de seu pai e sua mãe chegou a outro ponto extremo e Mellario voltou para Norvos. Ainda que não saibamos quando isso ocorreu, é difícil de acreditar que isto tenha ocorrido antes que Arianne, ao 14 anos (290 dC), descobrisse a carta de Doran a Quentyn que fez com que suas relações com seu pai deteriorassem.
Arianne, portanto, era uma filha de pais divorciados. E Trystane, uma criança, não era a pessoa indicada para lhe amparar. Na verdade, Arianne buscava apoio nas primas, as serpentes de areia, todas elas mulheres criadas longe de suas mães, e nos amigos de infância, em especial Garin, cuja mãe foi ama-de-leite de Arianne. Assim, são pessoas unidades pelo tema da maternidade.
Não fossem os dorneses famosos por seu comportamento impulsivo e sexualizado, seria fácil atribuir as travessuras de infância e adolescência de Arianne e cia à desestabilização do núcleo familiar. Ainda assim, quando ficamos sabendo que certa vez a filha de Doran e as Serpentes de Areia foram tão longe quanto cruzar o rio Vago para fazer uma visita da melhor amiga de Arianne, Tyene Sand. Literalmente, um jornada em busca da mãe.
Ainda assim, Mellario não pode ser considerada um influência na vida de Arianne. O impacto que ela causou na garota foi tê-la deixado, assim como Arianne deve ter se sentido preterida pelo pai quando descobriu a carta a Quentyn. A pessoa que detinha a admiração era seu tio Oberyn, por quem nutria uma paixonite (segundo informações do aplicativo oficial para celular, uma fonte semi-canônica). Para os dorneses, comparados a Oberyn, seu pai e sua mãe não poderiam ser chamados de pessoas fortes.
Talvez desse complexo paterno por Oberyn que Arianne tenha desenvolvido uma personalidade mais parecida com a das Serpentes de Areia do que a dos outros Martell. Não sendo uma guerreira, não poderia ser parecida com Nymeria ou Obara, mas Arianne acaba por desenvolver uma personalidade gêmea à de Tyene, que usa de uma aparência de ingenuidade para disfarçar maquinações ferozes.
A sedução e a beleza são as ferramentas de Arianne, no lugar da violência. Ela rezou muito para que fosse bela porque provavelmente entendia o que isso representava. Como Arianne reconhecidamente tem um fraco para garotos bonitos, maus e perigosos (TWOW, Arianne I) - provavelmente em decorrência de sua atração por Oberyn, o ícone das Serpentes de Areia -, ela sabia que a beleza e a sedução era o atiçador com que puxaria as brasas para si.
Mas a beleza e a sedução tem se mostrado armas vazias em sua mão, pois seus planos são mais calcados em fantasia do que em observação. Isso ficou demonstrado com o fiasco de seus planos de coroar Myrcella. Por outro lado, agora que Arianne conhece as intenções e planos de seu pai, sua natureza impulsiva Oberynesca não garante que ela esteja a salvo da morte, tal qual Oberyn não estava.
ARIANNE, A BELEZA ADORMECIDA
Antes de sua conspiração falhar e começar a cooperar com seu pai, Arianne desconhecia as consequências de sua impulsividade e seu fraco por homens bonitos. Não estava com os olhos abertos, era uma beleza adormecida. Ela, a princesa, foi aprisionada em uma torre e ficou à espera de quem viesse enfrentar seu carcereiro. Mas ningúem veio. E o único príncipe que fez seu resgate foi o próprio Príncipe de Dorne, para ruína das ilusões que ela alimentava.
As ligações de Arianne com a figura de Bela Adormecida e com a trope da Donzela em Apuros são evidentes não só em sua trama atual. Arianne já demonstrava essa propensão em sua história pregressa, especificamente na sua primeira visita à Pedramarela, durante a qual, enquanto Tyene aprendia a extrair veneno de cobras e Sarella revirava o local com curiosidade, Arianne sonhava com um cavaleiro que a raptara para usá-la. Em outras palavras, Arianne fantasiva com paixões ardentes em um ninho de cobras, literalmente.
O seu retorno é ainda mais significativo. Arianne estava tão adormecida que trouxe uma conspiração que quereria extrema confiança recíproca para um ninho de cobras, tanto literal quanto metafórico. No final, ela não ter certeza de quem a denunciou demonstra o quão pouco Arianne sabia daquelas pessoas sobre quem ela depositava imensa grande confiança. Nem o fato de o perigoso Sor Gerold Dayne estar no grupo é suficiente para que ela ponha a mão no fogo por seus amigos.
O nome que o conto da Bela Adormecida recebeu em alemão foi Dornröschen, em que Dorn significa "espinho, espinheiro, urze" e röschen seria "rosa, flor", em razão da floresta de espinheiros que tomam o reino quando a princesa adormece. Há também oito fadas madrinhas (como as oito Serpentes de Areia), mas isso é só uma curiosidade.
Arianne desconhece que está dormindo em meios aos espinhos dorneses, algo que Doran parece conhecer há muito. Porém, talvez o conhecimento de Doran lhe tenha sido passado por sua mãe, a antiga Princesa de Dorne, tornando Doran o responsável pelo comportamento de Arianne, com quem ele está em dívida.
De fato, Arianne levanta 5 motivos para justificar sua conspiração contra seu pai, todos eles muito justificados diante do desconhecimento dos planos de Doran:
  1. Doran propôs que ela casasse com homens velhos e desdentados (quando sabemos ela tem um fraco por rapazes bonitos - e nós vimos este tipo de coisa terminar mal com Lysa Tully, por exemplo);
  2. Doran não passou a ela nenhum poder, liderança ou cargo quando ele se mudou para os Jardins de Água, só a deixou a cargo de recepções e festins (querendo certamente transmitir uma aparência de normalidade, mas sem saber estava enfiando o dedo na ferida aberta com a descoberta da carta a Quentyn por Arianne);
  3. Doran convocava Oberyn a cada quinze dias, mas Arianne apenas uma vez por semestre;
  4. A carta de Doran para Quentyn que dizia “um dia sentará onde me sento e governará todo o Dorne, e um governante deve ser forte de mente e de corpo(o que diretamente usurpava seu direito e indiretamente a chamava de fraca);
  5. Quentyn foi enviado a Essos sob disfarce com cinco companheiros de importância simultaneamente à Companhia Dourada quebrar o contrato com Myr.
As intenções de seu pai não foram apreendidas não por completa ausência de educação política. Areo Hotah lembra-se de ter ouvido Doran ensinar a Arianne que "o silêncio é amigo de um príncipe" e que "as palavras são como flechas, Arianne. Depois de disparadas, não podem ser chamadas de volta. Mas, devido a complexidade de seus planos, Doran depende de que as peças do seu jogo obedeçam sem questionar, o que também é fantasioso de sua parte. Em outras palavras, Doran também fantasiou que estava sendo transparente com Arianne.
Por motivos que já explicamos, Arianne já deveria se sentir abandonada e Doran por em ação planos que pareciam confluir para roubar seus direitos hereditários deve ter colocado Arianne contra a parede. Mas, se Arianne já conhecia a carta desde os 14 anos, por que levou quase 1 década para agir? Por que a morte de Oberyn tornou Dorne sedenta por uma guerra e colocou o povo contra Doran (como vimos pelas frutas atiradas contra a comitiva de Doran quando ele chegou a Lançassolar).
Arianne pretendia se apropriar do momento para jogar o povo contra seu pai, mas descobriu que estava cercada de espinhais. Não sabia da natureza de seus escolhidos e foi traída, não ponderou sobre os riscos e matou um cavaleiro da guarda real e quase matou a criança que visava proteger. Ela quase conseguiu uma guerra que nada teria a ver com seus direitos.
Quando foi presa, Arianne continuou a elaborar planos de acordo com as estratégias que conhecia. Primeiro, pensou em se valer do cinismo para mentir e atuar, depois vestiu a "roupa mais reveladora" para provocar e desconcertar e, por fim, tentou aliciar os servos para convocar vassalos instáveis de Lançassolar contra seu pai. Ainda assim, vimos Arianne realmente arrependida em seus pensamentos, especialmente por Arys e Myrcella, demonstrando que ela não é uma pessoa incapaz de aprender.
Em verdade, neste momento ficamos cientes de que a cena em que a princesa convence o cavaleiro real a trazer Myrcela a Pedramarela só é contada sobre o ponto de vista de Arys porque GRRM não queria entregar os pensamentos de Arianne, tanto em relação aos seus sentimentos para com o Guarda Real quanto sobre Doran. De fato, como ficamos sabendo em A Princesa na Torre, por baixo da aparência de manipuladora maliciosa, Arianne é um poço de sentimentos contraditórios e compaixão.
Contudo, Arianne falhou em entender as lições que seu pai tentava lhe ensinar enquanto ela esteve presa. O jogo de Cyvasse e os livros sobre leis de Westeros, dragões e a Estrela de Sete Pontas foram colocados ali para que Arianne pudesse entender as palavras que seu pai temia pronunciar em voz alta. Ao invés disso, Arianne continuava a se comportar como a Princesa na Torre, a donzela em apuros, convocando salvadores contra seu carcereiro. "Isso deverá trazer os heróis correndo", ela pensou ao redigir sua carta para Lorde Fowler.
Se a mantive na ignorância durante esse tempo, foi só para protegê-la. Arianne, sua natureza... Para você, um segredo era apenas uma história especial para murmurar a Garin e Tyene à noite, na cama. Garin mexerica como só os órfãos são capazes, e Tyene não guarda segredos de Obara e da Senhora Nym. E se elas soubessem... Obara gosta de vinho demais, e Nym é muito chegada [às gêmeas] Fowler. E a quem [as gêmeas] Fowler poderiam fazer confidências? Não podia correr o risco.
(AFFC, A Princesa na Torre)
Assim, Doran deixou Arianne presa tempo o suficiente para que a raiva, a vontade e a fantasia passassem. E a verdade surgiu apenas quando Doran precisava de Arianne para manipular Myrcella.
ARIANNE, A PRINCESA DOS ESPINHOS
Em A Dança Dos Dragões, vemos os efeitos construtivos da transparência entre Doran e Arianne. Pai e filha parecem agir coordenadamente para aparentar normalidade na corte e converter as Serpentes de Areia mais velhas em aliadas e todos vão para os Jardins de Água.
[SPOILER TWOW]Quando a carta de Jon Connington pedindo a Dorne por ajuda, Doran confia a tarefa de avaliar as forças de Aegon e a presença de Dragões a Arianne, muito embora Arianne não conheça nenhum dos dois homens. Mais curiosamente ainda, Doran forma uma comitiva de estranhos (semi-estranho no caso de Daemon Sand), que nunca viram Aegon ou Connington também. Dessa forma, o objetivo declarado de Doran é parcialmente impossível de ser cumprido. Somente levar olhos para procurar por dragões justificam a viagem.
[SPOILER TWOW]Mas a comitiva em si é curiosa. É formada por pessoas não nobres, com algumas ligações com Oberyn e nenhuma intimidade com Arianne. O caso de Elia Sand é o mais acentuado: a garota é impulsiva como Arianne, talvez um presente de grego de Doran para funcionar como espelho e testar a força de vontade da filha.
[SPOILER TWOW]Mas ainda assim, levar Elia para o meio de uma terra invadida é estranho. Elaria declara que está espalhando suas filhas para aumentar a chance de sobrevivência, porém isto não parece uma tática eficiente. Será que há aqui algum objetivo implícito o qual Arianne deveria compreender durante a viagem? Quem sabe.
[SPOILER TWOW]Com Daemon, há também um objetivo. O cavaleiro tem uma natureza cínica e se tornou imune às seduções da Princesa. Como ele é bonito, pode ser um instrumento fácil para que ela desenvolva uma abordagem realista com seu objeto de deseja, que aprenda a repreender seus instintos e aprender as reais intenções por trás da beleza. Como Arianne avalia que Jon Connington será difícil de seduzir Daemon funciona como um treinamento.
[SPOILER TWOW]De toda forma, em Ventos do Inverno, Arianne ainda está se equilibrando entre sua velha personalidade e as novas lições. Doran fica de pé para se despedir dela como se para fixá-las na memória da filha. E ela realmente agora fala de guerra com um tom funesto, e diz sentir pena de Elaria porque todas as suas filhas saíram a Oberyn (uma mudança significativa de percepção).
[SPOILER TWOW]Até mesmo quando traça paralelos entre Doran e Jon Connington, ela diz que este último deve ser perigoso, de certa forma aludindo que a sutileza do Pai também o torna perigoso. Arianne, inclusive, fica mais dada a silêncios e prefere as deduções às perguntas, chegando a fazer uma bem fundada troca de palavras com Lysono Maar.
[SPOILER TWOW]Porém, durante toda a jornada ele cobiça e flerta com Daemon. Em certo ponto, começa a perguntar por Viserys Targaryen, como que para fantasiar com o homem que estava prometida (muito embora ela afirme que agora é uma mulher, não uma menina que sucumbe para garotos bonitos), o que se confirma quando passa a maldizer Daenerys por tê-lo deixado morrer. A decepção com a aparência de Lysono Maar pode ser uma enganação, pois Lysono tem uma aparência feminina, e talvez quando veja Aegon, o contraste o torno excitante à Arianne.
[SPOILER TWOW]O mais interessante é que Arianne tenta se convencer que agora ama e quer o irmão de volta (o que Daemon, cético, nega). Na verdade, parece que ela quer compensar seu pai pelo estrago que causou e considera que Quentyn seria o meio para isso. Talvez, então, quando notícias de sua morte pelos dragões de Daenerys chegarem, ela passe a se opor à Rainha Dragão.
[SPOILER TWOW]De fato, muitos acreditam que o que está reservado para o futuro de Arianne é a paixão não correspondida com Aegon (uma novidade para ela) e que ela assumiria o papel da fazedora de reis. Assim, "A Princesa e a Rainha" não seriam apenas o título de uma novela de Martin, mas papeis que seriam repetidos na nova Dança dos Dragões.
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2019.03.04 00:14 Manner1918 Nação Livre Brasileira

-Contexto: Estou escrevendo este livro por causa de um devaneio. Estou procurando criticas tanto positivas quanto negativas sobre esta escrita.Para ter um contexto geral antes da leitura, esse livro se passa em um mundo alternativo onde a Alemanha ganhou a Segunda Guerra Mundial, os nazistas também invadiram o Brasil e a tornaram em um estado fantoche a serviço da Alemanha.
Ainda não fiz nenhuma personagem no livro explicar sobre esse evento, ou como eles ganharam a guerra, mas já tenho as ideias principais anotadas em um caderno e tudo vai ser bem explicado. Se você tiver qualquer dúvida sobre o porque eu não dei muitos detalhes sobre qualquer coisa (a casa, as características de personagens, roupas, etc) é porque eu decidi não explicar no momento que a cena acontece, mas vou detalhando sobre tudo ao decorrer do livro.
-Importante: Só estou postando o primeiro capitulo do livro, apesar de ser mais de 3000 palavras. Já escrevi o inicio do segundo capitulo, mas está incompleto.Sinto muito por qualquer erro de português. E sinto muito por ser longo, mas vamos ao inicio do livro:


Eram cinco da manhã, Amélia tinha passado a noite acordada já que sua insônia tinha lhe mantida acordada novamente. Ela virava de um lado para outro na cama, agitava seu cabelo negro e liso que vinha até seus ombros, girava e apalpava seu travesseiro, tentando conseguir dormir ao mínimo alguns minutos. Mas foi tudo em vão e logo ela começava a pensar, enquanto desistia de culpar a sua cama pela insônia, pensava sobre como ela ainda não tinha um pingo de sono e enquanto olhava para o teto de seu quarto, pensava novamente em seus avós, como toda manhã, e como ela sentia saudades deles, de suas risadas, conselhos, puxadas de orelhas e, sobretudo, o cheiro do bolo de chocolate que seu avô fazia enquanto ela escutava as músicas que sua avó ouvia enquanto alimentava seus belíssimos pássaros. A sua avó adorava pássaros, e ela os tinha de todas as cores e espécies que ela poderia se lembrar, ela se lembrava do periquito azul, do canário amarelo, da calopsita cinza, da andorinha branca e um pássaro peculiar que parecia um pequeno pavão, da qual Amélia adorava como parte de sua família e até nomeará o pequeno pássaro como Fênix.
Os avós de Amélia tinham saído do país para viajar, isso de acordo com seus pais que tinham recebido uma carta no mês passado, na carta eles citam que iriam para um lugar muito longe e muito bonito, para Amélia, este lugar só poderia estar cheio de pássaros e bolos de chocolate. Mas, ao se tocar da realidade, ela cortou o seu sorriso da cara ao lembrar que eles nunca escreveram novamente, nem mesmo uma carta ou cartão postal. Ela pensava se tinha feito algo de errado antes deles partirem, talvez tenha sido o quadro do vovô que ela tinha derrubado ao brincar de astronauta no quarto de seus avós, ou talvez o vovô tenha ficado bravo com ela por ela derrubar o fermento, fazendo que o bolo do vovô não tenha crescido, ou poderia ter sido a gota d’água ela ter desligado a música da vovó acidentalmente em seu aniversário de seis anos. Ou talvez ela não era uma boa ouvinte dos conselhos, talvez ela nem merecesse os ouvir, ela não se sentia corajosa como sua avó, ou astuta como seu avô, pensando bem, ela não se sentia nem forte, nem observadora, ou dedicada, focada, e até mesmo inteligente como seus avós. Como toda manhã, ela pensava novamente em outro e novo motivo que poderia justificar a viajem e a não comunicação com ela por parte de seus avós, e hoje, ela pensava que poderia ser a sua gula, talvez se ela não tivesse pedido mais um pedaço de bolo no aniversário de oito anos, eles poderiam ter ficado.
Em todos estes pensamentos, ela notou que seus pais finalmente acordaram, na noite passada eles combinaram de acordar mais cedo para se arrumarem, ela se sentia sozinha com seus pensamentos a noite inteira por causa de sua insônia, ela vira para seu relógio de pilha que marcava seis em ponto, em breve ela teria que ir rapidamente a rua na frente de sua casa, precisando estar com cabelo e roupas arrumadas, e portando um sentimento de foco, força e determinação. Ela sentia dificuldade em todas as etapas, como iria arrumar o cabelo se ele sempre ficava mais alto na parte direita?, como iria arrumar a sua roupa, se ela se sentia desconfortável com a calça e o tênis verdes?, ela odiava os tênis verdes, como iria se levantar com foco, se quando levantava o sono lhe atacava com seus grilhões fortes? como iria sentir força se ela era tão magra em comparação aos seus pais e avós? E, como iria se sentir determinada, se ela deveria ser o motivo para seus avós partirem em uma viajem para outro país que parecia durar para sempre? As seis e quinze, o relógio despertava, ela conseguia ouvir o bairro inteiro se levantando em um pulo, ela queria ter essa força de vontade como os outros, principalmente a força de vontade de seu vizinho que ela nunca virá ficar triste ou desanimado, quem conseguia ficar animado de manhã? Ela pensava consigo mesma. Finalmente, seus pais batem na porta de seu quarto.
-Vamos logo Amélia, não se perca no horário novamente mocinha.
Dizia o seu pai, quase gritando. Ela tinha perdido o horário no dia anterior e enfureceu o seu pai e ela teve que ficar sem ler a parte do jornal que continha as tirinhas que ela adorava, do Capitão Hound, ela não queria perder mais um dia de suas aventuras no espaço. Levantando em seu ritmo e motivada pelas tirinhas que iria ler no fim do dia, pegou em seu armário as suas roupas e as vestiu sem ligar a luz de seu quarto, ela então olhava no espelho e tentava seu arrumar o máximo possível para não desapontar seus pais e finalmente sai do quarto e vai de encontro aos seus pais na sala de estar, ela via o seu pai terminando de se arrumar, ele tinha comprado uma gravata nova após tanto reclamar por falta de uma por quase um mês inteirinho, e reclamava por sempre estar passando vergonha na frente de seus vizinhos que tinham uma gravata nova quase toda semana, mas, dessa vez, ele iria impressionar com a gravata marrom escura de veludo nova, que combinava com seus cabelos e olhos castanhos, mas não tanto com a barba, pensava Amélia. Sua mãe estava otimista com seu cabelo, eles eram cacheados e escuros e todo dia pareciam ser diferentes após o banho e quase nunca à agradavam, mas hoje ela estava contente com o resultado que havia conseguido. O pai de Amélia checava em seu relógio de pulso a cada segundo para estar na rua de sua casa na hora certa, andava de um lado para outro em frente a porta, confiante com sua gravata de veludo.
-Eu sempre fico ansioso, não importa quantas vezes eu faça, ou quão pronto eu esteja, ou acho que esteja. Disse o pai de Amélia sem parar um segundo para respirar.
-Acho que nós já se acostumamos, a Amélia já está aqui e não irá cometer o erro de ontem, aquilo foi um show de horror. Sua mãe falava enquanto arrumava os seus brincos e olhando para a televisão em estática.
-Eu já pedi desculpas, eu só estava pensando no vovô e na vovó novamente e me atrasei, já chegou alguma carta deles mamãe? Amélia sempre tinha um pingo de esperança pela manhã, em que sua mãe lhe diria que havia chegado uma carta de seus avós.
-Já lhe disse para não comentar sobre seus avós, vamos deixar eles aproveitarem a viajem, também não podemos enviar cartas a eles, não sabemos o endereço correto e não podemos fica-
Enquanto sua mãe falava, seu pai a interrompe com um gesto de corte com a mão, e querendo desligar o assunto dos pais de sua esposa, que ele não gostava tanto por um motivo que Amélia não sabia.
-Pedir desculpas não adianta, o que move o nosso país e o mundo são ações, não palavras, você sabe muito bem mocinha, já lhe contamos essa história um milhão de vezes, não precisamos te falar o quão importante é que você sempre esteja na hora, esteja com foco, força e...
-Determinação. Completava Amélia a frase de seu pai com a cabeça baixa, olhando para os seus tênis verdes que tanto odiava.
-Agora, vamos continuar esperando a hora certa, a televisão já está no volume máximo, se o relógio não funcionar, temos a televi... – A fala de seu pai é cortada pelo despertador do relógio de pulso, mostrando que de fato eram sete horas da manhã, ele então desliga o despertador e abre a porta de sua casa com um grande sorriso no rosto, que, para ele mostrava sua força e determinação para continuar o dia e estar na hora exata todo dia seria uma grande demonstração de foco e ele se orgulhava nisso. Sua mãe acompanhou o marido enquanto puxava Amélia pelo ombro para lhe seguir, sua mãe sempre estava de cabeça erguida as sete da manhã, isto mostrava sua determinação, estar com sua filha mostrava o seu foco como mãe, já a sua força era refletida na saúde total de seu marido e sua filha. Amélia sentia que por conseguir levantar de manhã e não desmaiar de sono, era seu foco, aguentar seus pais com esses horários era sua força e, conseguir andar parecendo ridícula com aqueles tênis verdes, eram sua determinação.
Finalmente, os homens de cada casa começavam a elevar a bandeira nos mastros que todas as casas tinham exatamente alinhada, uma bandeira verde, amarela, com um círculo azul no meio e uma grande suástica branca com bordas pretas no meio desse círculo e dentro da suástica possuía em preto a frase “Foco, Força e Determinação”. Com a bandeira no topo, todos levantavam seus braços direitos em direção a bandeira e começavam a cantar o Hino da Nação Livre Brasileira.
Enquanto Amélia cantava o hino, acompanhando o ritmo do hino que estava sendo tocado na televisão da maioria das casas e nas rádios das outras casas, ela olhava ao seu redor, via que todos nunca tiravam os olhos da bandeira, não piscavam ou sequer moviam seus braços estendidos, e se questionava se ela também deveria estar sempre assim, mas ela não aguentava mais estar de pé cedo todos os dias, mesmo que sua insônia lhe mantivesse acordada a noite inteira. Ela olhava o seu vizinho que nunca virá ficar triste, um menino mais velho que Amélia, de cabelos curtos, lisos e loiros, chamado de Arthur Von Müller Hoff Braun, e ele, como toda sua família se orgulhava imensamente de ser totalmente alemão, o pai de Amélia tinha feito uma amizade quase duradoura com essa família. Já do outro lado da rua, ela via diversas crianças quase da mesma idade que ela, mas ela não tinha conhecimento de quase ninguém, ela tentava imaginar os nomes dessas crianças, do que elas gostavam de comer aos Sábados, se elas gostavam de bolo de chocolate, como deveria ser o quarto delas, imaginava se eles tinham uma televisão em casa ou um rádio, de quais desenhos eles mais gostavam, se eles eram alemães, ou italianos, japoneses ou brasileiros e, pensava também como os tênis de outras crianças eram incrivelmente mais legais do que os dela e ainda por cima, pareciam muito mais confortáveis do que os tênis verdes dela. No meio dessas famílias desconhecidas, ela via a sua única amiga da escola, uma menina de cabelos escuros e olhos claros, chamada de Rúbia, Amélia adorava esse nome, por achar muito diferente do que todos que já tinha ouvido na vida e, diferentemente das outras crianças, ela sabia quase tudo sobre Rúbia, começando pelo nome, o que ela gostava de comer aos Sábados, se ela tinha uma televisão, quais desenhos ela gostava e tudo mais. Rúbia não vinha de uma família muito rica, ela tinha exatamente tudo para ter uma boa vida, mas não tinham uma televisão, o que o pai de Amélia achava estranho e dizia que era algo que somente pessoas pobres e sem cultura não teriam uma televisão em casa, mas, a família de Rúbia tinha um rádio que precisava ser ligado em uma tomada, esse rádio não era um orgulho dos pais de Rúbia, mas Amélia achava o rádio incrível, por ser grande, quase do seu tamanho e não precisar comprar pilas quase toda semana, o que ela achava uma inconveniência enorme, além de ser muito bonito por ter um pedaço feito com couro de verdade, apesar de Amélia não saber exatamente de onde o couro vinha. Amélia tinha conhecido Rúbia após precisar de ajuda em História da Alemanha no segundo ano da escola, Rúbia ajudou Amélia em quase todos os aspectos da história alemã e ambas conseguiram notas máximas na última prova do ano escolar e, desde então, ficaram amigas para “todo mundo, para sempre e adiante”, como Amélia sempre dizia.
O hino tinha finalmente acabado, todas as famílias iam para dentro de casa após dobrar a bandeira, o pai de Amélia andava de peito estufado para que todos olhassem a sua gravata de veludo, enquanto ele ia retirar a bandeira para a hastear no próximo dia, já sua mãe foi em direção da família dos Von Müller para conseguir se atualizar nas conversas, já que no dia anterior não conseguiram conversar por causa do atraso de Amélia para cantar o hino nacional. Amélia estava ajudando o seu pai a retirar e dobrar a bandeira do Brasil.
-Filha, por favor, tente manter contato visual com a bandeira, você sabe que todo mundo faz isto.Dizia o seu pai quase sussurrando para Amélia.
-Eu... estava só olhando ao redor, a bandeira não ia sair dali pai. Você nunca fez isto quando criança?
-Se fiz, fui repreendido pelos meus pais, o mesmo que estou fazendo com você. Então eu espero que você siga o meu caminho e me obedeça. Amanhã olhe diretamente para a bandeira e não tire seus olhos dela, fui claro mocinha?
-Tudo bem pai, sinto muito. Disse Amélia com um tom deprimido, olhando novamente para seus tênis verdes. Ela imaginava se deveria contar ao seu pai que o tamanho que ele comprará estava errado, ou se ela deveria aguentar até o próximo ano, quando seu pai poderia comprar-lhe outro tênis, seu pai tinha guardado dinheiro para comprar a Amélia um tênis da marca Griffin, considerado um dos melhores de acordo com o programa de moda alemã que sua mãe tinha visto no ano anterior. Talvez seu pai fosse brigar com ela ou dizer que ela está maluca por não gostar de um tênis tão caro e de marca alemã. Com isto em mente, ela decidiu não falar nada para seu pai, e pensava que no ano seguinte, ele iria lhe comprar um tênis melhor, apesar que tinha medo que seu pai comprasse novamente um tênis que não lhe serviria.
Ela tinha terminado de ajudar seu pai com a bandeira, guardando-a em uma caixa de madeira ao lado da caixa de correio, e em um piscar de olhos seu pai foi para dentro de casa se arrumar para o trabalho e, se conseguisse se arrumar rápido ele conseguiria ver o noticiário da manhã que iria começar as sete e meia da manhã, exatamente a hora em que o hino nacional iria parar de tocar nas televisões e nas rádios. Amélia decide entrar em casa e checar novamente seu material escolar antes da aula, seria a terceira vez que iria fazer isso, já que, de madrugada ela tinha checado duas vezes por não conseguir dormir. Ela conta quantos lápis possui, quantas canetas, até tentou contar quantas folhas tinham em seu livro didático e em seu caderno, mas desistiu quando a contagem chegou a cinquenta e sete e meio, já que ela tinha rasgado uma página do seu caderno no meio para poder desenhar o Capitão Hound e ela juntos em uma aventura longe da sua casa, longe do bairro, longe da escola, longe do Brasil, longe de tudo e todos; Quanto Rúbia viu o desenho, pediu para estar junto com ela, Rúbia admirava os desenhos que Amélia conseguia fazer, ela tinha guardado em casa um desenho de Amélia, sobre uma noite estrelada dentro dos olhos de Rúbia. O desenho com ela, Rúbia e o Capitão Hound estava guardado perto do espelho de seu armário marrom, onde ela poderia ver toda manhã.
Ela escutou o som do jornal sendo jogado contra à porta, ela estava animada para poder ler o quadrinho novo do Capitão Hound, mas sabia que só poderia ler quando seu pai terminasse de ler todas as notícias, o que só acontecia ao anoitecer, mas ela não se importava com isso, porque ela sabia que o Capitão Hound estaria ali a noite para conceder uma proteção vinda do espaço e além. Ela saiu de seu quarto para o corredor, sua mãe ainda não tinha voltado para casa, com certeza a conversa com a vizinha deveria estar muito emocionante, ela pensou consigo mesma. Seu pai veio logo em seguida arrumando uma gravata antiga que ele possuía, com certeza ele só utilizaria a gravata de veludo na hora do hino, ou talvez em alguma outra ocasião importante, como quando sua mãe faria Schnitzel em algum jantar futuro, o pai de Amélia amava Schnitzel, ele abriu a porta da frente e pegou o jornal acenando para alguns vizinhos que estavam na rua, ele logo entrou em casa e guardou o jornal no topo do armário da sala, onde Amélia não alcançava de jeito algum, e ela tinha parado de tentar quando quase quebrou o braço se equilibrando em uma cadeira, querendo mostrar as tirinhas para Rúbia em uma tarde de Sábado. Seu pai então se sentou no sofá da sala e começou a ver o noticiário da manhã, ela se sentou no chão em cima do tapete branco e felpudo para esperar os desenhos as oito da manhã. Ela estava lá em corpo, mas sua mente sempre estava fervendo com novos pensamentos, ela se imaginava comendo novamente um bolo de chocolate de seu avô e vendo o álbum de fotos da vovó, que ela nunca tinha visto por completo, já que sempre começavam a ver tudo novamente toda vez que iam ver as fotos no fim da tarde, e na metade do álbum seu pai sempre chegava para lhe trazer para casa, a vovó sempre tinha histórias novas para contar, mesmo que as fotos eram as mesmas, apesar de Amélia não entender muito bem sobre o que a vovó falava, um tempo em que você não precisava acordar de manhã para cantar o hino, um tempo em que você não tinha toque de recolher, um tempo com o que a vovó chamava de liberdade. O que a vovó queria dizer com liberdade? Amélia nunca tinha visto algo além de sua casa, sua rua, sua escola, a casa de seus avós e o espaço sideral com o Capitão Hound. O pensamento de Amélia foi puxado de novo para o presente quando ela ouviu a televisão dar um alto som do noticiário, e um grito de espanto do papai.
-MINHA NOSSA. Gritou o pai de Amélia.
-Caros telespectadores, é com pesar que anunciamos um ataque terrorista novamente perto da Capital, os terroristas plantaram uma bomba na Praça da Liberdade e acabaram matando dois estudantes da Juventude Hitlerista e um político de alta patente que o nome não será relevado para maior segurança de seus familiares. Estes terroristas são inimigos declarados do Reich e do Brasil Livre, mantenham seus olhos abertos, seus vizinhos podem ser inimigos da nossa nação e da nação alemã, não se esqueçam de denunciar a qualquer autoridade sobre atividades suspeitas ligadas a terrorismo e ligações com tentativas de criar o fim da liberdade de nosso povo e da nossa grande nação. O nosso grande líder Heinrich Hitler II, fará um pronunciamento para a o Reich Alemão devido ao alto número de terroristas nesse ano, este pronunciamento irá ocorrer com intenção de unir a nossa grande nação em uma só causa. O pronunciamento será transmitido as oito da noite, no programa ReichZeit, ou Hora do Reich.Traremos mais notícias sobre o incidente assim que tivermos quaisquer novidades. Voltamos a programação normal. Heil Hitler.
Amélia só tinha visto aquele repórter uma vez na televisão, mas ela sabia que quando ele aparecia não era uma boa notícia, e o seu pai tinha sempre grandes ataques de ansiedade com notícias fortes e alarmantes. Enquanto o repórter falava, imagens da Praça da Liberdade eram mostradas, apesar de Amélia nunca ter visto a praça antes, ela sabia que não era daquele modo que deveria estar, com fogo, ruínas e ambulâncias por todo lado.
-Minha nossa, eu não posso acreditar que ocorreu novamente, deve ser a quinta ou sexta vez que está acontecendo isto. Como isto está acontecendo, como pode estar acontecendo? Meus vizinhos podem ser inimigos? Não só inimigos da nação, mas inimigos da minha liberdade e da minha família. Eu tenho que pensar em algo para me proteger e para proteger minha família. Como... quando, eu, posso fazer algo.... eu teria que, bem, eu posso tentar, não, é impossível... só se eu fizer aquilo, mas não, não posso e nem deveria.Seu pai dizia sem piscar ou respirar, a sua ansiedade estava altíssima.
A mãe de Amélia entra na casa correndo, ela deveria ter visto o mesmo noticiário da casa dos Von Müller. Ela se acalma e respira fundo e nota que seu marido está andando de um lado para outro sem parar.
-Acalme-se Luís, com certeza teremos uma repercussão alta pelo pronunciamento do Führer. Ele vai ajeitar tudo. Nós temos que acreditar na nação. Não podemos perder a cabeça, estamos aqui e juntos iremos passar por qualquer situação.A mãe de Amélia conseguira fazer o marido sentar um instante para respirar.
Amélia não conseguia entender a situação completamente, ela sabia quem era o Führer, mas não entendia como os terroristas agiam, ou porque agiam deste modo, ou quem eram. O repórter havia dito que seus vizinhos poderiam ser inimigos, mas como poderiam? Rúbia era sua amiga para todo mundo, para sempre e adiante. E Arthur era inofensivo, um pouco chato, mas inofensivo sem dúvidas, uma vez ela pisou no sapato dele sem querer e ele que pediu desculpas a Amélia. E no fundo, ela se perguntava se esses ditos “terroristas” iriam gostar do bolo de chocolate do seu avô.

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2014.02.01 00:58 50_Shades_of_Gandalf wow so edgy much anger

Sais do trabalho uma hora depois do suposto porque o esforço que te foi imposto foi mal gerido, tendo-te sobrecarregado as horas seguintes ao almoço em que a tua barriga, grávida de hidratos baratos e de alguma água suja açucarada que saiu de uma máquina que prometia servir cafés, reclama por nutrientes apropriados ao devido funcionamento do teu corpo. Estás agora parado no trânsito. O lobo frontal do teu cérebro sente-se insultado pela falta de uso e desliga-se, deixando-te de boca entreaberta enquanto ouves uma música que parece ter sido especialmente engenhada para não te fazer sentir qualquer emoção. Dás por ti a cantarolar “I should have brought you flowers…” Odeias-te por conhecer toda a letra de uma faixa que não te diz coisa alguma. O locutor ri-se como que gozando da tua indecisão entre mudar de estação de rádio e passar à música de merda seguinte, ou desligar o aparelho e apreciar a cacofonia dos motores que te rodeiam, marcada pelas buzinas intermitentes e pelas menos frequentes caralhadas frustradas para ninguém em especial. Sabes já como manter a tua sanidade – evitar olhar para o relógio e celebrar para ti mesmo sempre que consegues ganhar velocidade suficiente para meter a terceira mudança. Desligas finalmente o rádio, como sempre acabas por fazer, e juras, em vão, que amanhã será o dia em que trarás um audiobook com algo interessante para aprenderes durante este tédio rotineiro. Irás lembrar-te mais tarde, já em casa, dessa promessa, a meio da tua sessão de masturbação digital, o que te levará a adiares a tarefa para o dia seguinte, porque a glande do teu pénis tomou, entretanto, o lugar do teu lobo frontal.
Ainda tens de passar no supermercado para comprar leite para poderes ter um pequeno-almoço decente amanhã. Tens o Jumbo, o Minipreço, o Pingo Doce, o Lidl, e o Continente. Aprecias a ilusão de livre-arbítrio. Escolhes o Minipreço porque tens um talão que te dá um desconto de seis cêntimos por pacote de leite. Nem é o supermercado que fica mais perto, mas estás demasiado cansado para pensar nisso. Colocas o talão numa ranhura do tablier do carro, porque não tens nada melhor para fazer. O BMW atrás de ti buzina-te. Parece que não avançaste os três metros que, entretanto, a fila avançou à tua frente. Encurtas a distância enquanto pensas em todos os insultos apropriados àquele sacana e à sua mãe. Estás numa subida, e o gajo parece ansioso por dar um beijo à tua matrícula traseira, nunca parando a menos de um tímido par de centímetros e levando-te a puxar o travão de mão a cada paragem.
Páras. Puxas o travão de mão. Soltas o travão de mão enquanto tentas fazer ponto de embraiagem e rezas para que o carro não deslize demasiado para trás a todos os santos que estás a inventar por necessidade — este percurso, todos os dias, há muito te converteu ao ateísmo. Avanças alguns metros com a ténue esperança de que será desta que o trânsito fluirá, mas não. Páras e puxas o travão de mão novamente. Limpas o suor da cara. Olhas para trás. O homem do BMW está a falar ao telemóvel.
Vês um espaço seguro na faixa à tua esquerda, que está a avançar mais rápido do que aquela em que tu estás. Ligas o pisca e o condutor na tua diagonal está relaxado o suficiente para te deixar colocar à sua frente sem questionar a decisão do examinador que te declarou como um condutor competente, o que é a maior demonstração de solidariedade humana que viste durante o dia todo.
O horizonte tapa já metade do sol quando chegas ao estacionamento do supermercado que está repleto de veículos cujos donos aparentam ter uma inabilidade em compreender os rectângulos formados por linhas brancas no chão, o que te leva a procurar espaço para o teu carro na inevitável zona de terra batida, no canto mais longínquo onde cheira a urina e outras águas tépidas cujas fontes tu preferes não saber.
Entras no estabelecimento e recebes uma literal lufada de ar fresco que te sabe bem durante os primeiros segundos. Infelizmente, porque o aparelho de ar condicionado provavelmente nunca foi limpo desde que foi colocado à entrada para fazer com que as pessoas confundam o supermercado com um lugar agradável para se visitar, os teus brônquios entram em modo paranóico e incham de maneira a não permitir a passagem dos temíveis microorganismos que, por acaso, tenham ameaçado entrar no teu sistema respiratório. Tiras o inalador do bolso e alivias a tua asma enquanto tentas ignorar o olhar coscuvilheiro das duas ou três velhotas que nunca viram um inalador na vida e que provavelmente pensarão que estás a ingerir droga, o que não seria assim tão mau não fossem os membros daquela faixa etária acharem que a “droga” é uma substância única criada pelo demónio, cujos efeitos são a combinação dos indesejáveis entre a heroína, cocaína, ketamina e metanfetaminas. Nunca param para se perguntar porque raio é que esta substância perigosíssima é tão popular entre a juventude se todos os drogados parecem acabar em valetas com as caras desfiguradas e corpos dignos do Holocausto, após terem prostituído o último dos seus orifícios para obter o dinheiro suficiente para a próxima dose. A percepção em grupo é uma terrível maldição. Nessas idades avançadas, contudo, é apenas triste.
“Tem um minuto para eu lhe falar de…”
“Não, obrigado.”
“Mas temos algumas vantagens que lhe poderiam…”
“Não, obrigado.”
Ignoras todos os vendedores que te abordam em direcção à ala do leite, que está colocado no canto oposto ao da saída para obrigar pessoas como tu a passarem por todas as coisas que não querem mas que o supermercado espera que venham a querer por impulso. Evitas estabelecer contacto visual, mas estas pessoas parecem ter sido Testemunhas de Jeová em vidas passadas e não conseguem interpretar que não tens qualquer interesse no que eles queiram oferecer. Isso porque sabes bem que, por muito paleio que elas tenham, não seriam pagas se não fosse o supermercado que ganhasse no final de contas, e tu odeias supermercados. Odeias a forma como os empregados das caixas te tratam bem apenas porque o supervisor pode estar a fazer a sua ronda. Odeias a forma como os mosaicos no chão mudam para padrões mais detalhados nas alas dos produtos mais caros, obrigando-te a andar mais devagar para não fazeres tanto barulho com o carro. Odeias a forma como estão a tentar substituir as caixas tradicionais por caixas automáticas de maneira a poderem despedir mais empregados enquanto te asseguram que é para “sua comodidade.” Acima de tudo, odeias a forma como são tão necessários.
Pegas num pack de seis pacotes de leite, que é tudo o que precisas. Procuras uma das caixas tradicionais, porque as filas para as automáticas são ironicamente maiores. Uma massa de faces cinzentas olha com desinteresse para todo o lado e para lado nenhum, como um grupo de galinhas sedadas. Escolhes a fila menor mas acabas por mudar quando reparas que é a caixa prioritária para as grávidas, idosos e deficientes. Tentas desesperadamente manter a tua mente activa. Consideras o que aconteceria se chegasse uma grávida, um idoso e um deficiente ao mesmo tempo. Consideras se uma deficiente grávida teria prioridade sobre qualquer outro. E então sentes um impacto na tua rectaguarda e o teu pack de seis pacotes de leite cai ao chão, e duas latas de polpa de tomate deslizam cada uma para o seu lado. Atrás de ti está uma rapariga com não mais de dez anos e sem os dentes da frente. “Desculpe, senhor,” diz, antes de sair a correr pelo meio de uma selva de pernas atrás de uma das latas que se dirigia para debaixo de uma prateleira. Apanhas a outra lata e apanhas o pack dos seis pacotes de leite. Dás a lata à menina, que te devolve um sorriso com mais gengiva que dente, e dirige-se para perto de quem assumes ser a sua mãe.
E então reparas que as caras não são mais cinzentas. Cada uma destas pessoas estão tão condenadas como tu a terem vidas miseráveis dentro de uma sociedade miserável que não permite felicidade absoluta sob risco de colocar em causa toda uma economia baseada na crença das suas vítimas em serem melhores do que as outras vítimas. Uma geração de homens e mulheres que têm medo de perder os móveis e os carros e os telemóveis e as roupas e os sapatos e toda a tralha vazia que, apesar de tudo o que se vêem obrigados a passar, foram conseguindo acumular. Cada uma destas pessoas irá para casa exausta e ligará a televisão e observará o triatlo do noticiário de guerras, doenças e mortes de sempre e concluirá que nem está assim tão mal. Os intervalos regulares para a publicidade fazem com que o seu limite de concentração não seja superior a vinte minutos, de maneira a que não consigam articular pensamentos complexos e perigosos. Depois verá um qualquer reality show que terá tanto de realidade como as mamas da brasileira que de certeza lá estará apenas para causar polémica, e sentir-se-á superior àquela gente que até aparece na televisão e tudo. Pessoal como aquele filho da puta do BMW sai beneficiado, sim, mas até ele fica preso no trânsito. É impossível. É um bravo novo mundo em que se deve ser feliz porque pelo menos não se é o mais infeliz de todos.
Este homem à tua frente está a demorar imenso tempo a retirar as garrafas de vinho do carro uma a uma. A sua cara é pálida e ele irrita-te. Lembras-te de teres pensado em algo, mas não do conteúdo em si. Encolhes os ombros, enquanto consciencializas que não seria algo de especial. As caras à tua volta são cinzentas, sem expressão, assim como a tua. Esperas poder chegar a casa, atirar qualquer coisa para o teu microondas Samsung e poder adormecer no teu sofá IKEA, iluminado pela luz do teu portátil HP, e sonhar com o fim de semana, quando poderás sair à noite com o intuito de partilhar fotos de bebedeira no Facebook, para demonstrar o social e feliz que tu és, assim como qualquer outro cidadão normal.
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